Quais destinos devem concentrar a atenção do viajante brasileiro em 2026? Essa é a pergunta que norteia o mais recente Boletim Braztoa, elaborado em dezembro de 2025 pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo, em parceria com a Sprint Dados. O levantamento reúne a leitura estratégica das operadoras associadas e antecipa os destinos nacionais e internacionais com maior potencial de protagonismo no próximo ano.
Brasil no radar das operadoras
Quando o olhar se volta para o mercado doméstico, o boletim revela um equilíbrio entre destinos já consolidados e localidades que vêm ampliando seu portfólio para atrair diferentes perfis de viajantes. Entre os destinos nacionais que seguem liderando a demanda das operadoras estão:
- Maceió
- São Paulo
- Rio de Janeiro
- Foz do Iguaçu
- Porto de Galinhas
Além dos campeões de venda, o levantamento também destaca destinos que reforçam a diversidade do turismo brasileiro, combinando experiências urbanas, lazer, natureza, produtos premium e entretenimento. Nesse grupo aparecem:
- Gramado
- João Pessoa
- Fortaleza
- Jericoacoara
- Fernando de Noronha
- Lençóis Maranhenses
- Florianópolis
Outro movimento observado pelo boletim é o avanço de destinos que passam por processos claros de reinvenção, reposicionamento ou amadurecimento de produtos e que despontam como apostas para crescimento em 2026. São eles:
- Alter do Chão
- Bonito
- São Miguel dos Milagres
- São Miguel do Gostoso
- Rio das Ostras
- Barreirinhas
- Espírito Santo
Segundo a Braztoa, o potencial desses destinos está diretamente ligado a novos investimentos, ao fortalecimento da governança local, à ampliação da oferta turística e ao alinhamento com tendências como sustentabilidade, experiências autênticas e turismo de natureza. A consolidação desse avanço, no entanto, depende da continuidade das ações e da capacidade de evolução dessas iniciativas ao longo do tempo.
Exterior combina clássicos e novos protagonistas
No cenário internacional, o comportamento do viajante brasileiro segue marcado pela força de destinos tradicionais, sustentados por ampla conectividade aérea, diversidade de produtos e forte apelo comercial. Entre os destinos internacionais consolidados, continuam em destaque:
- Orlando
- Lisboa
- Santiago
- Buenos Aires
- Paris
- Punta Cana
- Madri
- Itália
- Cancún
- Roma
- Tóquio
Ao mesmo tempo, o levantamento aponta uma abertura crescente para mercados internacionais em transformação, impulsionados por reposicionamento estratégico, novos investimentos e maior exposição ao turismo global. Entre os destinos que ganham espaço no radar das operadoras para 2026 estão:
- China
- Seul
- Dubai
- Tailândia
- Arábia Saudita
- África do Sul, com destaque para Cidade do Cabo
- Albânia
- Regiões da Itália, como Puglia, Bari e Lecce
Um mercado cada vez mais plural
A convivência entre destinos consolidados e mercados em amadurecimento, experiências urbanas e de natureza, lazer tradicional e viagens mais personalizadas reflete a pluralidade de interesses do viajante brasileiro. Segundo a Braztoa, esse mosaico também demonstra a capacidade das operadoras de estruturar portfólios mais equilibrados, atentos a diferentes motivações de viagem, momentos de consumo e níveis de investimento.
Para os destinos, o boletim sinaliza que planejamento, continuidade de políticas, qualificação da oferta e parcerias estratégicas com o trade podem gerar resultados concretos, ampliar visibilidade e colocar iniciativas bem estruturadas em evidência ao longo de 2026.
Para a Braztoa, os destinos destacados refletem tendências de consumo e planejamento, mas o cenário para 2026 exigirá atenção constante, leitura de dados e capacidade de adaptação por parte das localidades turísticas e do trade. “O turismo é sensível a mudanças rápidas. Mais do que apostar em cidades ou regiões, o desafio será compreender o momento do viajante, construir produtos coerentes e atuar com inteligência, flexibilidade e visão de longo prazo”, destaca Marina Figueiredo, presidente executiva da Braztoa.
Método de análise
A análise que embasa o Boletim Braztoa considera fatores como comportamento do consumidor, desempenho comercial, conectividade aérea, ampliação e qualificação da oferta turística, reposicionamento de produtos e novas narrativas de experiência. O levantamento também observa destinos que passam por processos de reinvenção e amadurecimento e que tendem a ganhar força ao longo de 2026.
A entidade reforça ainda que o turismo é um setor altamente dinâmico, influenciado por variáveis econômicas, geopolíticas, climáticas e sociais. Por isso, os resultados apresentados não devem ser interpretados como previsões absolutas, mas como tendências de mercado. Ainda assim, a leitura consolidada das operadoras associadas funciona como um importante termômetro para o planejamento estratégico do trade turístico neste início de ano, indicando caminhos, oportunidades e potenciais de crescimento.
