O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou na sexta-feira (2) que não pretende cumprir a ordem da Polícia Federal para reassumir o cargo de escrivão. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, após a determinação sair no Diário Oficial da União.
Na gravação, Eduardo diz que a decisão faz parte de uma perseguição e afirma que vai contestar a medida. Ele está nos Estados Unidos há quase um ano e declarou não ter condições de retornar ao Brasil neste momento.
– Não entregarei meu cargo de mãos beijadas. Vou lutar por ele, porque batalhei para passar nesse concurso – afirmou.
A Polícia Federal determinou o retorno imediato do ex-parlamentar ao posto no Rio de Janeiro para regularizar a situação funcional e cumprir trâmites administrativos. A corporação alertou que a ausência sem justificativa pode gerar medidas disciplinares.
Eduardo Bolsonaro ocupa o cargo efetivo de escrivão da PF desde 2010. Enquanto exercia o mandato, ele estava legalmente afastado das funções, condição encerrada com a cassação do mandato em 18 de dezembro.
No vídeo, o ex-deputado também comenta o que pode estar por trás desse pedido da PF.
– Eu sei que sou uma pessoa que batalhou para ser aprovada nesse concurso. Eu sei que querem atingir a minha aposentadoria da Polícia Federal, porque contribuo para a PF e não para a aposentadoria de deputado federal, bem como o meu porte de armas e a minha pistola Glock, que é brasão da PF até hoje. Então, eu sei que querem me prejudicar, não é? O Alexandre de Moraes, principalmente, junto com o governo Lula – disse.
Antes mesmo da perda do mandato, Eduardo já era alvo de procedimentos internos da corregedoria da PF. As apurações analisam sua atuação nos Estados Unidos nos últimos meses.
Do Pleno.News
