Quem está à frente nas pesquisas para presidente no 2º turno das Eleições 2026? Veja Lula x Flávio Bolsonaro no agregador da BBC

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece dois pontos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto para presidente no segundo turno, de acordo com o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.

O gráfico interativo a seguir mostra a evolução da intenção de voto no segundo turno desde o início do ano, com base nos resultados de votos totais das pesquisas eleitorais. Os resultados e as margens de erro de cada uma delas podem ser consultados aqui.

O cálculo de intenção de voto no gráfico acima considera os resultados das pesquisas de segundo turno para presidente divulgadas até a manhã desta terça-feira (20/10), incluindo Real Time Big Data, AtlasIntel, e Nexus.

Nos próximos dias, serão divulgados novos resultados da última rodada de pesquisas de intenção de voto antes do segundo turno. A Quaest divulga novo levantamento na quarta-feira (21/10), e o próximo Datafolha sairá na quinta-feira (22/10), entre outras divulgações previstas.

O Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil será atualizado até a divulgação das últimas pesquisas.

O segundo turno das eleições está marcado para 25 de outubro, o último domingo do mês.

Qual é a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas?

A seguir, você confere a mais recente margem de intenção de voto para Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Os valores estão arredondados para o número inteiro mais próximo.

Há 95% de chance de que a intenção de voto real para cada político, neste momento, esteja dentro do intervalo mostrado no gráfico (indicado entre parênteses e representado pelas barras).

Como funciona o Agregador de Pesquisas da BBC

O Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, feito em parceria com a consultoria Polling Data, utiliza um modelo estatístico que combina os resultados das pesquisas eleitorais e calcula uma estimativa global das intenções de voto para os candidatos nas eleições presidenciais.

Ele não prevê o resultado final da eleição, mas mostra a estimativa da situação da opinião pública no momento.

A estimativa de intenção de voto do agregador pode ser entendida como uma “média” das pesquisas, mas leva em conta pesos diferentes para cada levantamento.

O cálculo considera as características de cada levantamento e de cada instituto (leia mais abaixo).

Os resultados das pesquisas feitas por institutos como Datafolha, Quaest, Paraná Pesquisas, AtlasIntel, entre outros, variam devido a diferenças nas metodologias e nos grupos entrevistados. Assim, o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil é uma ferramenta útil para entender a evolução consolidada das intenções de voto dos políticos na disputa.

Quais pesquisas eleitorais são consideradas?

O Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil tem como base as pesquisas em nível nacional registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir de janeiro de 2026. São levantamentos realizados por institutos como Datafolha, Quaest, AtlasIntel, MDA, Gerp, entre outros.

São consideradas as pesquisas estimuladas (quando o entrevistador apresenta uma lista pré-definida de possíveis candidatos).

Para o registro no TSE, os institutos devem seguir regras de transparência de dados e metodologia.

Veja aqui os dados individuais de todas as pesquisas consideradas nos cálculos do agregador.

Por que pesquisas podem ter pesos diferentes?

Nem todas as pesquisas são tratadas da mesma forma nos cálculos do Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.

O peso de um resultado de pesquisa depende de:

  • Quantas pessoas foram entrevistadas, já que amostras maiores geralmente são mais precisas;
  • Quando a pesquisa foi realizada — as mais recentes têm influência maior na estimativa atual;
  • Quanto os resultados de um instituto diferiram, sistematicamente, dos resultados dos demais institutos.

Os cálculos também suavizam variações de curto prazo, ao mesmo tempo em que capturam tendências mais amplas.

O agregador prevê o resultado da eleição?

O agregador foi projetado para mostrar a situação atual da opinião pública, não para prever o resultado final da eleição.

As pessoas podem mudar de ideia, decidir não votar ou não dar uma resposta honesta aos entrevistadores sobre como pretendem votar.

O modelo se baseia apenas nos resultados registrados no TSE, e não corrigiria uma discrepância generalizada nas pesquisas.

Da BBC com serviço em português