Após cinco horas de procissão, imagem de Nossa Senhora de Nazaré chegou à Cidade Velha. Chuva passageira e dezenas de homenagens marcaram a sexta romaria do Círio 2026
Belém viveu mais uma noite de intensa manifestação de fé neste sábado (10). Uma multidão estimada em quase dois milhões de romeiros acompanhou a Trasladação de Nossa Senhora de Nazaré, que chegou à Catedral Metropolitana de Belém, a Catedral da Sé, após aproximadamente cinco horas de caminhada.
A sexta romaria oficial do Círio de Nazaré 2026 mobilizou devotos de diferentes idades, promesseiros e famílias que tomaram as ruas para acompanhar a imagem peregrina. O percurso foi marcado por orações, homenagens e um episódio que chamou a atenção logo no início do cortejo: o rompimento da corda, seguido pela disputa dos pedaços entre os participantes.
Corda se rompe e fragmentos são disputados
Pouco tempo depois da saída, a corda se rompeu. A ocorrência provocou movimentação entre os romeiros, que passaram a disputar os fragmentos do material.
A corda tem forte significado simbólico para os devotos que participam do Círio. Muitos a associam ao cumprimento de promessas e à possibilidade de guardar uma lembrança de uma das maiores manifestações religiosas do Pará.
Em meio à concentração de pessoas, episódios como esse também colocam em evidência a importância da organização do cortejo e dos cuidados para evitar acidentes durante a passagem da imagem.
Chuva passageira não afasta os devotos
A procissão começou com uma breve chuva, mas os fiéis permaneceram nas ruas para acompanhar a Trasladação.
A participação popular foi intensa durante a caminhada noturna. Para muitos romeiros, a presença na procissão faz parte de uma tradição familiar; para outros, é uma forma de agradecer por graças alcançadas ou renovar pedidos à padroeira dos paraenses.
Antes da saída, a programação religiosa contou com missa presidida pelo arcebispo metropolitano de Belém, Dom Júlio Endi Akamine.
Homenagens emocionam durante o percurso
Dezenas de homenagens foram preparadas ao longo do trajeto. Moradores, instituições e grupos religiosos aproveitaram a passagem da imagem para demonstrar devoção a Nossa Senhora de Nazaré.
As manifestações reforçaram o caráter popular da Trasladação, que reúne não apenas os participantes que acompanham todo o percurso, mas também pessoas que aguardam a berlinda em diferentes pontos da cidade.
A cada passagem, a procissão renovou a ligação entre a tradição religiosa e a vida cotidiana dos paraenses, que transformam a quadra nazarena em um período de encontros, promessas e celebrações.
Cinco horas de caminhada até a Catedral
Depois de aproximadamente cinco horas, a imagem peregrina chegou à Catedral da Sé, na Cidade Velha. O encerramento da romaria marcou a conclusão de uma noite de intensa mobilização religiosa na capital paraense.
A Trasladação ocorre na véspera do Círio e prepara os fiéis para a grande procissão de domingo, quando a imagem será conduzida de volta à Basílica Santuário de Nazaré.
Agora, os olhos se voltam para o Círio
Com o fim da Trasladação, Belém se prepara para a principal procissão da festividade. A expectativa dos devotos é acompanhar mais uma vez a multidão que percorre as ruas da capital em homenagem à Virgem de Nazaré.
A noite de sábado reuniu os principais elementos da tradição nazarena: fé, homenagens e participação popular. O rompimento da corda, logo no início, acrescentou um episódio que merece atenção na avaliação das condições de segurança de uma romaria marcada pela presença de uma multidão.
Após cinco horas de caminhada, a chegada à Catedral da Sé encerrou a Trasladação e abriu caminho para o momento mais aguardado do calendário religioso paraense.

Do PASSAPORTE
