Cobrança judicial envolve propriedade do ex-casal em condomínio fechado de Ananindeua; valor da causa chega a R$ 697.254,68
Onze anos depois do fim do casamento e da parceria musical que transformou a Banda Calypso em um dos maiores fenômenos da música brasileira, Joelma e Ximbinha continuam ligados por pendências patrimoniais na Justiça. Desta vez, o capítulo envolve um imóvel localizado em um condomínio fechado de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, que acumula uma cobrança de R$ 697.254,68.
A informação consta de processo que tramita no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) e foi divulgada pelo G1 Pará. O valor atual da causa se aproxima dos R$ 700 mil e está relacionado a atrasos no pagamento de taxas do condomínio. Segundo as informações disponíveis, a cobrança também envolve outros encargos decorrentes da tramitação judicial.
A última movimentação registrada pela Justiça no processo ocorreu em 11 de junho de 2026. O caso continua em andamento e o imóvel permanece como um dos pontos de ligação patrimonial entre os dois artistas.
Partilha de bens ainda não chegou ao fim
Joelma e Ximbinha oficializaram o divórcio em agosto de 2015, após 18 anos de casamento. A separação também marcou o fim da parceria profissional dos dois na Banda Calypso, grupo que ganhou projeção nacional e internacional a partir da mistura de ritmos paraenses com elementos da música popular brasileira.
Apesar de o relacionamento ter terminado há mais de uma década, a divisão do patrimônio construído durante a união ainda não foi definitivamente encerrada. O processo de partilha tramita sob sigilo judicial.
Nesse cenário, a situação do imóvel em Ananindeua ganhou novo peso. A propriedade, que pertence aos dois artistas, passou a acumular débitos condominiais enquanto as questões relacionadas ao patrimônio continuam sendo discutidas na Justiça.
Valor já chega a R$ 697 mil
O montante de R$ 697.254,68 é o valor atualizado da causa informado no processo. A cifra não deve ser interpretada simplesmente como o total de mensalidades de condomínio não pagas, já que a cobrança judicial pode reunir encargos e despesas vinculados ao processo.
Reportagens publicadas sobre o caso apontam ainda a inclusão de multas e outras despesas relacionadas à cobrança judicial.
O caso ganhou repercussão justamente porque envolve um patrimônio associado a dois dos artistas paraenses mais conhecidos do país e porque surge em meio a uma disputa patrimonial que se arrasta desde o fim do casamento.
Imóvel já havia sido alvo de especulações
A residência de Ananindeua também esteve recentemente no centro de rumores sobre uma suposta perda do imóvel em razão de uma dívida atribuída a Ximbinha.
O músico negou publicamente essa versão por meio de sua assessoria, afirmando que não reconhecia como verdadeira a informação sobre uma dívida dessa natureza em seu nome. A equipe do artista também pediu a correção das informações que, segundo a manifestação, estariam sendo atribuídas a ele de forma indevida.
Advogados de Joelma, por outro lado, já haviam reforçado que o imóvel pertence aos dois artistas e que uma eventual negociação envolvendo a propriedade dependeria da autorização de ambas as partes.
G1 procurou artistas e condomínio
Para esclarecer o caso, o G1 Pará informou ter procurado as assessorias de Joelma e Ximbinha, além do Tribunal de Justiça do Pará, em busca de informações sobre o período em que a dívida teria sido acumulada e outros detalhes do processo.
A administração do condomínio também foi procurada para apresentar sua posição.
Até a última atualização da reportagem, porém, não havia resposta das partes consultadas.
A ausência de manifestação não altera o fato de que existe uma cobrança judicial em tramitação e que o valor atualizado da causa alcança R$ 697.254,68.
Uma história que ainda não terminou
A situação financeira envolvendo o imóvel é mais um capítulo da longa disputa patrimonial que permanece após o fim de uma das parcerias mais populares da música paraense.
Joelma e Ximbinha passaram quase duas décadas juntos nos palcos e na vida pessoal. Depois da separação, em 2015, cada um seguiu carreira própria, mas a divisão dos bens adquiridos durante a união manteve os dois ligados judicialmente.
Agora, com uma cobrança que se aproxima dos R$ 700 mil, o imóvel de Ananindeua volta ao centro das atenções e acrescenta uma nova pendência ao complexo processo de partilha do patrimônio do ex-casal.
Da Redação do Jornal PASSAPORTE com informações e foto do G1/PA
