Suene Medeiros Pereira, empregada doméstica, de 34 anos, com a filha
Os investimentos do governo do Estado em mais unidades, ampliações e modernizações fortaleceram a regionalização e aproximaram o atendimento especializado da população
“Foi um atendimento maravilhoso desde o momento em que entrei no hospital. Depois que minha filha nasceu, toda hora vinha um profissional saber se ela estava bem, orientar sobre a amamentação e acompanhar a nossa recuperação. Eu tive um suporte maravilhoso, que fez toda a diferença e que não se vê em todo lugar.”
O relato da empregada doméstica Suene Medeiros Pereira, 34 anos, resume a experiência de milhares de usuários que passaram a contar com atendimento especializado em saúde mais perto de casa. Após uma gestação de alto risco, ela deu à luz sua primeira filha no Hospital Estadual Materno-Infantil Anita Gerosa, em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), uma das unidades entregues pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), para ampliar a assistência de qualidade à população.
Em alusão ao Dia do Hospital, celebrado em 2 de Julho, o Estado destaca uma das maiores expansões já realizadas na rede pública estadual de saúde. Desde 2019, a Sespa entregou 16 hospitais e serviços hospitalares, incluindo novas unidades, ampliações, reformas e modernizações, fortalecendo a oferta de atendimentos de média e alta complexidade em todas as regiões do vasto território paraense.
Somente neste ano, a rede ganhou importantes reforços, com a entrega da primeira etapa do Hospital Regional de Cametá, do Hospital Regional Materno-Infantil de Marabá e do Hospital Estadual Materno-Infantil Anita Gerosa, além da ampliação e modernização do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e da entrega do Hospital da Mulher do Pará, voltado às demandas do público feminino.
Acolhimento – A auxiliar administrativa Gizele Andrade, 41 anos, é uma das pacientes beneficiadas pela nova estrutura. Encaminhada ao Hospital da Mulher do Pará após descobrir um pólipo uterino, ela passou por consulta e cirurgia, e hoje segue apenas em acompanhamento.
“Quando recebi o encaminhamento fiquei muito apreensiva, mas fui acolhida desde a primeira consulta. A equipe me transmitiu muita segurança e, em pouco tempo, consegui fazer a cirurgia e resolver um problema que poderia evoluir para algo mais grave, como o câncer de colo do útero, tão frequente na nossa região”, relata Gizele.
Ao longo dos últimos sete anos, passaram a integrar ou foram fortalecidas na rede estadual diversas unidades, como os hospitais regionais dos Caetés, do Tapajós, de Castanhal, Castelo dos Sonhos, Baixo Tocantins Santa Rosa, Salinópolis, PA-279, Menino Jesus, Rio Maria e o Pronto-Socorro Dr. Roberto Macedo, entre outras estruturas que ampliaram a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Um dos pacientes atendidos nessa rede é o motorista de ônibus escolar Marcos Antônio Vieira de Oliveira, 35 anos, morador de Bragança, no Nordeste paraense. Internado no Hospital Regional Público dos Caetés após sofrer um acidente de motocicleta, que resultou em fratura na perna direita, ele garante que o atendimento humanizado tem sido fundamental na recuperação. “O atendimento foi muito bom desde que cheguei. Me senti muito acolhido por todos os profissionais. O que mais me marcou foi justamente esse acolhimento e a forma como fui recebido durante todo esse período de internação. A forma como sou tratado ajuda muito na minha recuperação. Esse cuidado fortalece a nossa autoestima e nos dá mais confiança para enfrentar esse momento e seguir se recuperando”, ressalta.
Nova realidade – Para o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, esse avanço representa uma mudança na forma como a assistência chega à população. “Nosso maior objetivo é garantir que o cidadão tenha acesso a um atendimento de qualidade cada vez mais perto de onde vive. A expansão da rede hospitalar fortaleceu a regionalização da saúde, ampliou a oferta de serviços especializados e reduziu a necessidade de longos deslocamentos para tratamento. Hoje, o Pará possui uma rede mais moderna, preparada e presente em todas as regiões”, afirma o titular da Sespa.
Da capital à regionalização – Até 2018, quem precisava de atendimento de média e alta complexidade no Pará frequentemente enfrentava longas viagens até Belém ou a poucos hospitais regionais existentes. A dimensão territorial do Estado e a concentração dos serviços especializados faziam com que milhares de pacientes percorressem centenas de quilômetros em busca de consultas, exames, cirurgias e internações.
Mesmo contando com importantes referências, como os hospitais regionais do Baixo Amazonas (em Santarém), da Transamazônica (em Altamira) e do Sudeste do Pará (em Marabá), além das unidades de Salinópolis, Cametá, Conceição do Araguaia e Barcarena, a rede ainda precisava ser ampliada para atender melhor a população de todas as regiões.
No Hospital Regional do Baixo Amazonas, a artesã Lenita Cruz de Souza, 61 anos, conta que uma intercorrência identificada durante sua recuperação evitou complicações mais graves. “Foi aqui que descobriram o problema que eu estava tendo. Se não fosse a atenção da equipe, talvez eu nem soubesse da gravidade da situação. Em outros locais por onde passei fizeram apenas o básico. Aqui, fizeram muito mais do que o procedimento. Cuidaram de mim o tempo todo”, informa.
No Hospital Regional Público da Transamazônica, a aposentada Hausblene Nunes, 67 anos, também destaca o tratamento recebido. “Desde a recepção até os médicos, todos me receberam muito bem. Em um momento em que estava desesperada, encontrei profissionais que me acolheram e me deram confiança. Hoje, sigo meu tratamento com esperança porque sei que estou sendo bem cuidada”, diz a usuária.
Foto: Bruno Cecim / Ag. ParáEstratégia eficiente – A partir de 2019, a política de regionalização da rede de saúde pública ganhou novo impulso com investimentos simultâneos na construção de mais hospitais, ampliação de unidades existentes e implantação de serviços especializados. A estratégia ampliou a oferta de leitos, centros cirúrgicos, maternidades, UTIs e serviços de diagnóstico em todas as regiões do Estado.
“Quando fortalecemos os hospitais regionais, aproximamos o atendimento especializado da população. Isso significa menos tempo de deslocamento, mais rapidez no diagnóstico e no início do tratamento, além de mais conforto e segurança para pacientes e familiares. Esse é um compromisso que continuará guiando a expansão da rede estadual de saúde”, enfatiza o secretário Ualame Machado.
