Procedimento foi realizado na unidade do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente passou pela primeira sessão nesta segunda-feira (25); procedimento integra protocolo para evitar retorno da doença e não interfere na agenda oficial
O presidente Lula (PT) iniciou nesta segunda-feira (25) um tratamento de radioterapia superficial no couro cabeludo como parte do acompanhamento médico após a retirada de um câncer de pele realizada no mês passado. As informações são do g1.
A informação foi divulgada pelo Hospital Sírio-Libanês, que classificou o procedimento como um tratamento complementar e preventivo. Segundo a equipe médica, as sessões não provocam efeitos colaterais relevantes e permitem que o presidente mantenha normalmente sua rotina de trabalho e compromissos oficiais. A primeira aplicação foi realizada na unidade da instituição em Brasília. Ao todo, Lula ainda deverá passar por mais 14 sessões para concluir o tratamento.
Tratamento busca evitar retorno da lesão
O procedimento faz parte do acompanhamento iniciado após a retirada de uma lesão no couro cabeludo, realizada em 24 de abril, em São Paulo. Desde então, o presidente vem sendo submetido a medidas preventivas para reduzir os riscos de reaparecimento da doença ou de evolução do quadro clínico. De acordo com os médicos responsáveis pelo acompanhamento, a lesão era localizada e não apresentava sinais de disseminação para outras partes do corpo.
Nesta nova etapa do tratamento não houve necessidade de realização de biópsia. Os exames realizados anteriormente já haviam fornecido os elementos necessários para a definição da conduta médica.
Entenda o tipo de câncer diagnosticado
Na época da cirurgia, a dermatologista Cristina Abdala explicou que Lula foi diagnosticado com um carcinoma basocelular, considerado o tipo mais comum de câncer de pele. A doença está frequentemente associada à exposição prolongada e acumulada à radiação solar ao longo da vida. Embora geralmente apresente baixo risco de metástase, o tratamento é recomendado para evitar o crescimento da lesão e possíveis complicações.
Em fevereiro deste ano, Lula já havia passado por outro procedimento dermatológico. Na ocasião, realizou uma cauterização para tratar uma queratose, também conhecida como ceratose, alteração caracterizada pelo espessamento da camada mais superficial da pele.
A queratose é um termo utilizado para descrever alterações provocadas por distúrbios no processo de queratinização, responsável pela produção e organização da queratina na epiderme. O procedimento realizado em fevereiro foi simples, durou pouco mais de um minuto e ocorreu em uma clínica dermatológica na cidade de São Paulo.
De acordo com o Hospital Sírio-Libanês, o tratamento não exige afastamento das atividades presidenciais. Com isso, Lula seguirá cumprindo normalmente a agenda oficial enquanto realiza as sessões previstas nas próximas semanas.
