No Dia Mundial do Café, celebrado hoje, tradição nas feiras fortalece encontros, rotina e sustento de quem começa o dia antes do nascer do sol.
Antes mesmo da cidade acordar, o cheiro de café já anuncia que o dia começou nas feiras de Belém. Entre bancas sendo montadas, panelas no fogo e conversas que atravessam a madrugada, o café da manhã vai além de um simples hábito: é ponto de encontro, fonte de energia e parte da identidade de quem vive desses espaços.
Crédito: Paula Lourinho
Telma Araújo, de 56 anos, há 35 anos vende café no Mercado de São Brás.
No Mercado de São Brás e em feiras tradicionais, como a da avenida 25 de Setembro, o movimento começa cedo. É nesse vai e vem de trabalhadores e fregueses que o café ganha um significado ainda mais especial, o de acompanhar histórias de vida.
Feirante há mais de 20 anos, seu Antônio Santos chega ainda de madrugada. Antes de abrir a banca, faz uma pausa indispensável. “Se não tiver o café, o corpo nem responde. É ele que dá força pra começar”, conta.
Crédito: Paula Lourinho
Antônio Santos, permissionário da feira da 25 toma café com leite durante uma pausa do serviço.
A história da feirante Patrícia Solano também se mistura com o hábito do cafezinho. Aos 47 anos, ela relembra uma trajetória marcada por desafios e superação. Começou a trabalhar ainda jovem, em casa de família, onde permaneceu por mais de duas décadas. O sonho de ter o próprio negócio parecia distante, até que a vida tomou novos rumos.
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Feirante Patricia Solando que trabalha há 9 anos vendendo café no Mercado de São Brás
Depois de enfrentar problemas de saúde e superar momentos difíceis, Patrícia encontrou na feira uma oportunidade. Ao lado do marido, passou a frequentar o local e percebeu a falta de venda de café. Com o tempo, conquistou seu espaço e, hoje, se emociona ao falar da própria trajetória. “Eu sonhei muito com isso. Hoje trabalho com o que amo. O café mudou minha vida. Sou muito feliz e grata por tudo que conquistei”, afirma.
Celebrado em 14 de abril, o Dia Mundial do Café reforça o papel da bebida no cotidiano do belenense. Nas feiras de Belém, ela aquece mais do que o corpo: fortalece relações, constrói memórias e garante o sustento de muitas famílias.
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Café com leite quentinho com tapioca.
Entre goles rápidos e conversas demoradas, o café segue sendo protagonista de uma rotina que se renova a cada amanhecer, sempre com novos encontros e histórias para contar.
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Fonte: Agência Belém

