MARABÁ
Moradores do Residencial Tiradentes, que fica a cerca de 10 quilômetros do núcleo urbano de Marabá, no sudeste do Pará, e vizinho de Morada Nova, não estão nada satisfeitos com a falta de limpeza pública e serviço de coleta de lixo nas ruas daquele núcleo residencial. A comunidade se sente abandonada em relação a muitos quesitos, que a priori deveriam ser proporcionados pela administração pública municipal. Principalmente em relação a manutenção das vias, tomadas por buracos e lamas, e retirada dos muitos entulhos.

De acordo com moradores, isso não vem acontecendo nos últimos meses. Não de forma cotidiana como os serviços eram realizados anteriormente. Em se tratando da coleta doméstica, os carros coletores passavam quase que diariamente pelas ruas principais do bairro. Atualmente, os sacos com os detritos recolhido das cozinhas se avolumam pelas calçadas e portas das casas; uma festa para ratos, cachorros e gatos de ruas, e até mesmo para os urubus.
Com o lixo urbano não é diferente. Por todos os cantos é possível visualizar galhas de árvores que se amontoam pelas ruas e travessas. E não são poucos os entulhos. O que resta de troncos e galhos cortados, já estão ressequidos pela longa exposição ao pouco sol que tem aparecido pela região de Morada Nova.
Lamaçal por todos os quatro cantos do residencial, nem se fala. Com a intensidade das chuvas de inverno pesado, e a falta de manutenção pelas ruas e travessas, as buraqueiras e crateras imperam. Com isso, a água pluvial vai se transformando em verdadeiros piscinões. Mosquitos transmissores da dengue agradecem.

Anteriormente também havia mais atenção com os canteiros centrais, hoje tomados pelo matagal. Era comum observar equipes da Secretaria de Viação e Obras Públicas (Sevop) do município de Marabá, operando em várias frentes para a manutenção da limpeza do residencial. Atualmente, já não tão comum.
Um tabuleiro de proteção de uma bueira, bem na rotatória da avenida principal e no meio da rua, afundou. No local não foi afixada nenhuma sinalização de advertência. Um risco de acidente para motoristas, condutores de motos e até mesmo para pedestres. Falta de manutenção no único brinquedo que foi colocado na pracinha, justamente na rotatória, já provocou incidentes leves em algumas crianças que ali se divertem, quando não está chovendo.
In loco – Atendendo reclamações de alguns moradores do Residencial Tiradentes, a reportagem esteve visitando o bairro, para conferir de perto o clima de abandono, em se tratando de limpeza pública. As imagens captadas pelo blogger já falam por si só.

Apesar do senso de indignação por parte da comunidade, mas ninguém se atreve a falar abertamente. Informações, não confirmadas, dão conta que no setor atua uma galera do submundo, que seria um braço de uma das muitas facções que operam em Marabá. Ainda de acordo com as informações, essa turma é quem dita as normas, sobre o que acontece ou não, no residencial.
“Moço, basta andar aí pelas ruas pra vê o estado de abandono. Precisa ninguém falar nada”, sugeriu uma pessoa, sem querer se identificar.
Foi o que o blogger fez. E nem precisou andar muito, como sugeriu o cidadão. Bastou circular por algumas travessas e vias, captou algumas imagens para comprovar a veracidade das queixas: as ruas do Residencial Tiradentes estão, literalmente, entregues à baratas, ratos, urubus e pernilongos.
Um risco e um atentado contra a saúde pública.
Mutirão – Na próxima semana, o Residencial Tiradentes será alvo de um grande mutirão, que será implementado pelas equipes do Serviço de Saneamento Ambiental de Marabá.
Quem garante é a assessoria de Imprensa da prefeitura, ao ser procurada pela reportagem para apurar o porque deste estado de descuido para com os moradores desse núcleo habitacional.
Aliás, que os residenciais Paris (entre São Félix e Morada Nova), e Jardim do Édem (Morada Nova), já estão sendo contemplados com um amplo mutirão de limpeza. Para o Tiradentes estão previstos serviços de roçagem, capina, remoção de entulhos e muitos outros, ainda de acordo com a assessoria de Imprensa.

