Unidades materno-infantis em Ananindeua, Santarém, Marabá e Breves estão entre as obras com entrega prevista para 2026. Estado também terá primeiro hospital oftalmológico público.
O governo do Pará segue garantindo a ampliação da assistência em saúde pública com o avanço das obras de novas unidades especializadas em diferentes regiões do estado, além da entrega de novos equipamentos tecnológicos e do fortalecimento dos atendimentos humanizados. Por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), o Estado avança com celeridade nas obras de dez hospitais, entre regionais, materno-infantis, policlínicas e o primeiro Hospital Oftalmológico do Pará, ampliando a assistência ambulatorial e a internação com mais de 600 novos leitos em todas as regiões.
Segundo o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, o poder Executivo estadual vem expandindo o número de unidades hospitalares no interior do estado para fortalecer o sistema de saúde pública e descentralizar os atendimentos. “Estamos investindo em todas as regiões, especialmente na assistência materno-infantil, para garantir o suporte integral aos públicos neonatal e pediátrico. O objetivo é assegurar que a população tenha acesso a diversas especialidades em todo o Estado, sem a necessidade de grandes deslocamentos para outros centros, como ocorria anteriormente. Essa expansão abrange policlínicas, hospitais regionais e unidades materno-infantis, com entregas previstas ainda para 2026 em Santarém, Marabá e Breves”, explicou o titular da Sespa.
Ampliação da rede Materno–Infantil
A expectativa para as mães que residem em Ananindeua e nos municípios do entorno é grande na Região de Integração do Guajará para a abertura do novo Hospital Estadual Materno-Infantil de Ananindeua Anita Gerosa, que está com mais de 60% da reestruturação concluída, com previsão de inauguração até o final de março. O hospital está sendo transformado para ampliar a rede assistencial materno-infantil, com atendimentos de média e alta complexidade, oferecendo serviços nas especialidades de cirurgia geral-obstetrícia/ginecologia e neonatologia; serviço de apoio diagnóstico com análises clínicas; exames de imagens; biópsia de mama e colposcopia; além de 62 leitos para internação, sendo 20 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) — dez de UTI adulto e dez de neonatal. Além de ser porta aberta para atendimento de urgência e emergência, com obstetrícia de risco habitual e alto risco, o hospital oferecerá consultas, internações, cirurgias e exames, contribuindo para a redução do deslocamento de pacientes para a capital em busca de atendimento médico, especialmente de mulheres grávidas e em trabalho de parto.
A Região do Baixo Amazonas já aguarda o início das atividades do Hospital Materno-Infantil de Santarém, que está com 85% das obras concluídas, com entrega prevista até o final do primeiro semestre deste ano. O Materno-Infantil de Santarém possui área construída de 8.046,96 m², distribuída em cinco pavimentos — quatro andares e o térreo. O hospital contará com cerca de 120 leitos, distribuídos entre internação geral; UTI adulto, infantil e neonatal; Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) neonatal e UCI Canguru; e PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto).
Marina Geane de Melo, moradora de Santarém que está há um mês gestante do segundo filho, aguarda com expectativa os serviços que serão ofertados no Materno-Infantil do município. “Para mim esse hospital tem uma importância muito grande, pelo fato de que a gente já fica com aquela expectativa de onde a gente vai ter o nosso bebê, como que a gente vai ser tratada, qual é a forma que eu devo fazer. Então, tendo esse hospital, já vai ser uma bênção porque a gente já vai direto para uma unidade que tem o tratamento que nós vamos precisar. É mais fácil porque vai ter um tratamento específico. A expectativa é para que termine logo, para que a gente possa ir lá, conseguir fazer um parto bem bacana. Vai ser bênção de Deus”, frisou.
Na Região de Integração Carajás, o Hospital Materno-Infantil de Marabá está com 91% das obras concluídas. A obra deve ser entregue ainda no primeiro semestre, ofertando 135 leitos, sendo 40 de UTI. De acordo com o projeto, o HMI contará com quatro pavimentos, totalizando 12 mil metros quadrados de área construída, para abrigar os leitos distribuídos entre enfermaria, UTI Adulto, UTI Neonatal e UTI Pediátrica, Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), Projeto Mãe Canguru e leitos de isolamento.
Para Daniela Pantoja, que está grávida de 8 meses e aguarda a chegada da filha Helena, a comemoração e a expectativa são grandes pela entrega do novo hospital em Marabá. “Eu vejo como uma grande oportunidade de acesso ao serviço de saúde, que é essencial, ainda mais para mim que vou ter minha primeira filha. Então é muito bom saber que a gente vai contar com uma estrutura dessa magnitude aqui na cidade. A cidade precisa de mais estruturas como essa, e a gente fica otimista e na expectativa de mais esse serviço de saúde para nós”, afirmou a moradora da Folha 20, na Nova Marabá.
Outra Região de Integração que aguarda a chegada de uma nova unidade é o Marajó, que será contemplado com o Hospital Materno-Infantil de Breves, com obras avançadas e 80% de evolução. O hospital deve ser entregue até o final do primeiro semestre deste ano, ofertando 40 leitos, sendo 30 de internação geral e dez de UTI neonatal.
Primeiro Hospital Estadual Oftalmológico
O Pará receberá o primeiro Hospital Público Oftalmológico, com pronto-atendimento para todas as faixas etárias, consultas, exames e cirurgias, garantindo celeridade no atendimento de demandas oftalmológicas no estado.
Outras obras seguem evoluindo
O município de Tucuruí, no Sudeste paraense, contará com o novo Hospital Regional, que está com 30% dos serviços executados, com orçamento de R$ 319.795.965,83. Construído do zero, o novo prédio terá área de 28 mil metros quadrados, ofertando 215 leitos para fortalecer os atendimentos em saúde no Sudeste do Pará.
Ainda no Sudeste do estado, Paragominas será contemplada com o Novo Hospital Público do Leste, que está com 25% dos serviços executados, com investimento de R$ 230.285.640,83. Construído com 100% de recursos estaduais, a unidade garantirá atendimento a moradores de nove municípios da região: Paragominas, Dom Eliseu, Ulianópolis, Ipixuna do Pará, Aurora do Pará, Mãe do Rio, Irituia, São Miguel do Guamá e Santa Maria do Pará.
No Nordeste paraense, o município de Barcarena, na Região Metropolitana de Belém, será contemplado com o Hospital Municipal de Barcarena, que está com 43% dos serviços executados, com investimento de R$ 99.547.324,95. Com área construída de 8.290 metros quadrados, o novo hospital terá três pavimentos e contará com 68 leitos, sendo 54 de internação, dez de UTI e quatro de emergência.
No Oeste Paraense, as obras da Policlínica/Natea avançam para a fase final, com 95% das obras concluídas. Projetada para atender à alta demanda da região Oeste, a Policlínica/Natea de Santarém terá capacidade para realizar mais de 570 mil atendimentos por ano. Desse total, estão previstos mais de 414 mil exames e procedimentos, além de mais de 103 mil consultas médicas e não médicas ambulatoriais especializadas. O Natea terá papel de destaque, com previsão de 52 mil atendimentos anuais voltados ao acompanhamento especializado de crianças e adolescentes com suspeita ou diagnóstico de autismo.
Investimentos em saúde desde 2019
Desde o início da atual gestão, de 2019 até fevereiro de 2026, o governo do Estado já entregou 16 hospitais estaduais, 24 hospitais municipais, Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Referência Especializada e Unidades de Pronto Atendimento, além de cinco Policlínicas, seis Núcleos de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Nateas) e o Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cetea). Também foram entregues dois Centros de Atenção Psicossocial, Renascer e Amazônia, em Belém.
