O Exército de Israel anunciou nesta segunda-feira (16) o início de “operações terrestres limitadas” no sul do Líbano contra o grupo terrorista libanês Hezbollah. A ação, na prática, é uma invasão de território. Mais de 800 mil libaneses tiveram que deixar suas casas desde o início do conflito, há três semanas.
Em comunicado, Israel afirmou que a operação terrestre tem como objetivo “estabelecer e fortalecer uma postura defensiva avançada” com a destruição de infraestrutura do Hezbollah na região.
A operação ocorre dias após o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ter ameaçado “tomar territórios” no Líbano caso o Hezbollah não parasse com os ataques contra Israel. Na semana passada, Katz também disse que ordenou que o Exército se preparasse para “expandir” as operações no país vizinho.
Soldados israelenses já operam ao longo da fronteira entre os dois países, e Israel vinha acumulando tropas e tanques de guerra no local nas últimas semanas. Há relatos de presença de operações terrestres em cidades libanesas no extremo sul do país.
Israel e Hezbollah retomaram no início de março a guerra entre eles, que estava sob cessar-fogo desde novembro de 2024. A nova escalada ocorreu por conta de outro conflito, entre EUA, Israel e Irã, que eclodiu dia 28 de fevereiro. O grupo libanês é aliado do regime iraniano.
Desde então, além das investidas terrestres, Israel realiza bombardeios diários contra Líbano, principalmente na capital Beirute. O Exército israelense afirma já ter realizado ataques aéreos contra mais de 1.000 alvos do Hezbollah em território libanês. Já o grupo terrorista tem realizado bombardeios coordenados com o Irã contra o território israelense.
A guerra entre Israel e Hezbollah já deixou quase 800 mortos no Líbano, e mais de 800 mil pessoas foram deslocadas à força, segundo o governo libanês.
O anúncio desta segunda-feira ocorre após relatos de combates entre forças israelenses e do Hezbollah em cidades no extremo sul do Líbano, porém Israel ainda não havia admitido que suas tropas estavam dentro do país vizinho.
Fonte: G1/Foto: REUTERS/Amir Cohen
