Educação avança com aumento de vagas para a primeira infância

Como forma de garantir o direito à educação desde a primeira infância, a Prefeitura de Belém ampliou o número de vagas para a Educação Infantil. A rede municipal, que em 2025 já teve um aumento de 1.100 vagas para essa fase, em 2026 expandiu em 20% a capacidade de matrículas nessa etapa de ensino.

A medida é uma resposta à carência histórica de oferta de vagas na Educação Infantil em Belém.

“Com planejamento e compromisso, estamos progressivamente enfrentando esse desafio. A Primeira Infância é a etapa mais importante do desenvolvimento. Por isso, é natural que cuidar das crianças de 0 a 6 anos seja uma das grandes prioridades da gestão”, afirma a Coordenadora de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação (Semec), Nicole Di Pietro.

Uma das unidades que teve novas vagas abertas neste ano foi a Escola Municipal Venuzina Marinho de Souza, no bairro da Cremação. Wendel Amaral é pai da Lia Gabrielly, de 1 ano e 10 meses, matriculada no Maternal I e que está no período de adaptação na escola. Para ele, é gratificante poder deixar a filha num local seguro e bem cuidada, enquanto ele trabalha e a esposa estuda.

“Pelo o que eu vi aqui na escola, os alunos estão sendo bem cuidados, bem alimentados. Aqui, particularmente, pelo que eu vi, eles tratam como se fossem os filhos deles mesmo. Isso pra gente é gratificante. Saber que as nossas crianças podem ficar seguras”, afirma Wendel, que é montador de móveis e faz planos de melhorar de vida. “No ano passado, minha esposa ficou sem fazer a faculdade por conta da neném. Esse ano ela vai conseguir concluir a faculdade e vamos focar em algo melhor lá na frente, já com ela [a filha] estudando aqui”, afirma o pai da futura pequena aluna da Venuzina Marinho.

A mãe da pequena Jeniffer Froes, de 1 ano e 2 meses, Leidiane Froes, também comemora a abertura de novas vagas na Escola Venuzina Marinho. Ela é cozinheira e não tem com quem deixar a filha enquanto trabalha. “Eu e meu esposo não temos uma pessoa de confiança para deixar ela, porque ela é muito bebê. E na escola, temos mais confiança. Eu já deixei minha primeira filha aqui. Ela estudou desde um ano e cinco meses até os cinco anos dela”, conta a mãe.

ESTRATÉGIA E PLANEJAMENTO

Num esforço coletivo, em parceria com as escolas, a Semec possibilitou a abertura de mais turmas para a Educação Infantil também em tempo integral. A Rede Municipal de Educação teve um salto de 14 para 80 turmas com jornada estendida (em dois turnos) em 2026. Hoje, das 160 escolas que ofertam Educação Infantil na Rede Municipal de Educação, 84 ofertam ensino em tempo integral.

Na Escola Venuzina, foram construídas mais três salas de aula, que vão abrigar uma nova turma de Maternal I e duas de Berçário, atendendo 56 crianças a mais do que no ano anterior. “Hoje a gente tem mais 56 famílias, totalizando 290 famílias atendidas aqui na Escola Venuzina, possibilitando, junto com a família, o desenvolvimento biopsicossocial das crianças, num local onde têm a oportunidade de ficar de forma integral, fazendo as quatro refeições, tendo cuidados especializados”, afirma a diretora da escola, Luna Ribeiro.

De acordo com a coordenadora Nicole Di Pietro, a ampliação das vagas na Educação Infantil representa um avanço concreto na garantia do direito à educação desde a primeira infância. “A expansão da oferta, aliada ao planejamento prévio das matrículas e à ampliação de parcerias com unidades conveniadas, amplia a cobertura do atendimento e o acesso das crianças à escola, respeitando as especificidades e demandas de cada território”, afirma.

Os maiores beneficiados são os estudantes e suas famílias. A diretora Luna Ribeiro destaca que é a oportunidade dos pais e mães que trabalham deixarem as crianças num espaço onde elas vão desenvolver aspectos como a oralidade, a psicomotricidade e os hábitos alimentares. “Estamos oportunizando para as nossas crianças e bebês essa integralidade, esse acolhimento, essa inclusão, de uma forma responsável, cuidadosa, afetuosa, onde todos, escola e família, tomam para si essa responsabilidade de trabalhar com vidas em desenvolvimento”, afirma a diretora.

Da Agência Belém