O Banco do Brasil (BBAS3) comunicou a aprovação na última terça-feira (10) da distribuição de cerca de R$ 1,23 bilhão a título de remuneração aos acionistas sob a forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP), relativo ao quarto trimestre de 2025.
O valor corresponde a R$ 0,21630429188 por ação, com o valor atualizado até esta quarta-feira (11) de R$ 0,21978938776.
Os valores pagos serão atualizados, pela taxa Selic, da data do balanço (31 de dezembro de 2025) até a data do pagamento (05 de março 2026) e terão como base a posição acionária de 23 de fevereiro 2026. Assim, as ações serão negociadas sem direito ao provento a partir de 24 de fevereiro.
Além do imposto de renda incidente sobre a atualização, haverá retenção de imposto de renda na fonte sobre o valor nominal de acordo com a legislação vigente.
Adicionalmente, o BB informou que R$ 261,63 milhões foram pagos, em 12 de dezembro 2025, a título de remuneração antecipada aos acionistas sob a forma de JCP, relativo ao quarto trimestre de 2025, conforme Fato Relevante de 19 de novembro.
VALE: RESULTADOS
A Vale (VALE3) apresenta seu balanço do quarto trimestre de 2025 nesta quinta-feira (12). A mineradora deve trazer outro trimestre forte, sustentado por preços mais altos no minério de ferro e aumento de volumes na comparação anual.
A base de comparação da mineradora vem mais fraca na linha final, relembrando o resultado apresentado no mesmo período do ano passado. No quarto trimestre de 2024, a Vale reverteu lucro e apresentou prejuízo líquido de US$ 694 milhões.
Na época, a mineradora explicou que a queda se deu pelo impacto do reconhecimento da redução ao valor recuperável de US$ 1,4 bilhão relacionada às operações de níquel de Thompson. Além disso, a companhia citou os US$ 540 milhões relacionados ao projeto de Extensão da Mina de Voisey’s Bay, após uma revisão abrangente dos ativos da Vale Base Metals (VBM).
Indicadores como receita líquida de vendas e lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) também apresentam queda na época.
O cenário para este ano é completamente diferente, com analistas projetando a companhia como destaque do setor de mineração. Para além das expectativas para o resultado do 4º trimestre, times de análise de bancos como Goldman Sachs e Bradesco destacam a Vale como preferência.
A XP estima que a mineradora deve apresentar US$ 2,9 bilhões de lucro líquido e Ebitda em US$ 4,6 bilhões. A corretora também antecipa US$ 10,6 bilhões em receita total, com alta de 4% na comparação anual, por uma combinação entre preços realizados de minério de ferro mais altos e maiores volumes de produção de minério de ferro na comparação anual, em torno de 89 Mt (+4 Mt A/A, -5 Mt T/T).
Os números também devem refletir a aceleração do ramp-up de Vargem Grande e Capanema (também presente em maiores volumes de vendas T/T).
Para o Bradesco BBI, a previsão é de um Ebitda da Vale em US$ 4,5 bilhões (crescimento de 2% no trimestre e de 9% em base anual), com vendas de minério de ferro e pelotas atingindo 84 milhões de toneladas no trimestre (queda trimestral de 2% e aumento anual de 4%).
A Genial acredita que o trimestre deva ser marcado por (i) um aumento no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) proforma, atingindo US$ 4,6 bilhões (+5,4% t/t; +12,5% a/a), refletindo o efeito duplo sobre os finos de minério de ferro, com (ii) aceleração nos preços realizados até US$ 95,7/tonelada (t) (+1,4% t/t; +2,9% a/a).
Os resultados devem ser beneficiados da recuperação na curva de 62% de teor do minério de ferro para uma média de US$ 106/t (+4% t/t), parcialmente compensada por um prêmio ligeiramente negativo (-US$ 0,30/t versus +US$ 0,7/t no 3T25).
A Vale também aparecem entre as melhores opções do BTG Pactual para a temporada de resultados, enquanto as siderúrgicas devem continuar enfrentando um momentum de resultados pior, refletindo um ambiente de preços mais fraco e uma sazonalidade menos favorável.
Do Infomoney/Arte: Freepik/Infomoney
