Com um amplo sentimento de aversão ao risco tomando os mercados globais, o Bitcoin (BTC) opera abaixo dos US$ 70 mil pela primeira vez em 15 meses. A queda superou 40% desde o recorde alcançado em outubro. Especialistas esperam que fevereiro ainda seja um mês cheio de volatilidade, mas mesmo assim o Bitcoin segue entre as criptomoedas mais recomendadas.
É o que mostra compilado feito pelo InfoMoney com as carteiras recomendadas de casas de análise e exchanges.
“Vemos a recente queda do Bitcoin mais como uma fase de reajuste do mercado do que como um colapso estrutural”, diz Guilherme Prado, country manager da Bitget. “Para quem tem paciência e uma visão de longo prazo, o Bitcoin continua sendo uma excelente opção de investimento”.
Renato Lima, cofundador e diretor de operações da Onda Finance, projeta que “em fevereiro, o mercado segue em um ambiente de alta sensibilidade aos dados macroeconômicos globais, com impacto direto sobre os ativos de risco”. Para ele, as stablecoins ganham ainda mais destaque no mês como instrumentos de proteção, liquidez e eficiência operacional.
Veja as criptomoedas mais indicadas por exchanges e casas de análise para investir em fevereiro:
| Ativo | Nº de recomendações | Retorno em 30 dias |
| Ethereum (ETH) | 7 | -39,69% |
| Bitcoin (BTC) | 6 | -30,12% |
| Solana (SOL) | 6 | -40,45% |
| Hyperliquid (HYPE) | 3 | 22,88% |
| XRP (XRP) | 2 | -47,93% |
| Gold Tether (XAUt) | 2 | 9,27% |
Fontes: Foxbit, Mercado Bitcoin, Empiricus, Boost Research, Onda Finance, NovaDex, MEXC e Underblock
Ethereum (ETH)
O ativo “mantém sua posição como infraestrutura preferida para DeFi (finanças descentralizadas) e ativos tokenizados”, diz André Sprone, LATAM Growth Strategy Lead na MEXC. Ele afirma que o foco para 2026 está na interoperabilidade e em casos de uso do “mundo real”.
Bitcoin (BTC)
Mesmo em um momento conturbado, Marcelo Person, Crypto Treasury & Markets Director da Foxbit, defende que a liquidez, função de reserva de valor digital e adoção do Bitcoin por instituições continuam fortes. “O fluxo constante de ETFs spot e o interesse de grandes investidores indicam que o BTC ainda deve digitar o tom de mercado em fevereiro”.
Solana (SOL)
Rony Szuster, Head de Research do Mercado Bitcoin, destaca que a possível aprovação de um ETF à vista nos Estados Unidos com opção de staking pode acelerar a entrada de capital institucional. Além disso, a adoção da SOL por tesourarias corporativas vem ganhando força, reforçando a demanda: “diante desse cenário, o ecossistema apresenta potencial de desempenho positivo para o mês”, conclui Szuster.
Hyperliquid (HYPE)
A blockchain de alta performance combina velocidade de execução das exchanges centralizadas à transparência de operações na rede, destaca Valter Rebelo, head de cripto da Empiricus. “Em um contexto onde liquidez é prêmio e infraestrutura importa, Hyperliquid oferece características que atraem traders institucionais e varejistas em busca de alternativas eficientes”.
XRP (XRP)
O ativo vem atraindo atenção dos investidores institucionais após resolução de processo da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC. Além disso, há a expectativa de aprovação de um ETF. “No aspecto técnico, a superação estável da faixa dos 2 dólares é frequentemente vista como indicativo de retomada de confiança, refletindo mais a leitura de sentimento do mercado do que mudanças estruturais imediatas”, diz Guilheme Fais, Head de Finanças da NovaDAX.
Tether Gold (XAUt)
A stablecoin lastreada em ouro “merece atenção” em fevereiro, segundo Marcelo Person. “Esse tipo de ativo vinculado ao ouro pode oferecer uma alternativa a ativos atrelados ao dólar em tempos de alta volatilidade”.
Do Infomoney/Arte: Freepik/Infomoney
