As investigações envolvendo o Banco Master ganharam novos desdobramentos nas últimas semanas após declarações do piloto de jatos executivos Mauro Caputti Mattosinho, que passou a detalhar à Polícia Federal e em registros audiovisuais recentes supostos voos ligados a esquemas de lavagem de dinheiro. Os relatos citam empresários, políticos influentes e mencionam, de forma indireta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.
De acordo com o piloto, os voos teriam sido realizados entre 2023 e 2025 e faziam parte de uma operação que, internamente, seria chamada de “cargas perigosas”, referência ao transporte de valores em dinheiro vivo e passageiros ligados a negociações financeiras ilícitas. Mattosinho afirma que os pagamentos pelos serviços eram feitos em espécie, sem registro formal.
ALEGAÇÕES ENVOLVENDO AUTORIDADES
Em um dos relatos apresentados à Polícia Federal, o piloto afirma ter realizado um voo com destino a um resort associado a empresários ligados ao Banco Master, onde, segundo ele, estaria o ministro Dias Toffoli. O piloto também mencionou viagens com a presença de figuras do meio político, entre elas os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Davi Alcolumbre (União-AP).
Até o momento, não há confirmação oficial, por parte das autoridades, de que esses voos tenham tido relação direta com atividades ilícitas. Os citados não foram denunciados formalmente no âmbito do caso e têm negado irregularidades quando questionados publicamente.
BANCO MASTER SOB INTERVENÇÃO
O Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, tornou-se alvo de uma ampla investigação por suspeitas de gestão fraudulenta, organização criminosa e emissão de créditos sem lastro — as chamadas “carteiras podres”. Segundo apurações, o esquema teria provocado prejuízos bilionários e afetado a estabilidade da instituição financeira.
Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após a prisão de Vorcaro no momento em que tentava deixar o país. O empresário permanece em prisão domiciliar, por decisão judicial, enquanto responde aos processos em curso.
RELAÇÕES SOB ESCRUTÍNIO
Reportagens publicadas ao longo de 2025 indicaram que o ministro Dias Toffoli participou de encontros com empresários ligados ao Banco Master, incluindo uma viagem em jatinho para assistir à final da Copa Libertadores daquele ano, ao lado do advogado de um diretor da instituição, além de reuniões privadas em um resort frequentado por banqueiros. O ministro afirmou, à época, que os encontros não tiveram caráter institucional nem relação com processos judiciais.
Em janeiro de 2026, o próprio ministro Dias Toffoli determinou a retirada do sigilo dos depoimentos prestados por Daniel Vorcaro, ampliando o acesso às informações por parte dos investigadores e da opinião pública.
PRESSÃO INSTITUCIONAL
As revelações do piloto somam-se a outros depoimentos e documentos que vêm sendo analisados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. O caso é tratado por investigadores como uma das maiores fraudes bancárias recentes do país, com possíveis ramificações políticas e institucionais.
As apurações seguem em andamento, e as autoridades reforçam que denúncias e relatos ainda estão em fase de verificação, respeitando o devido processo legal e o direito à ampla defesa dos citados.
Veja o vídeo do X:
https://x.com/SIDNEYVARELA5/status/2018377751267295727
Da Redação com informes de agências e portais
