Presidente do Grupo Corona é encontrado morto no interior do México

Uma notícia trágica abalou o mundo empresarial mexicano e internacional no início de 2026: José Adrián Corona Radillo, presidente do Grupo Corona, foi encontrado morto no município de Atenguillo, no estado de Jalisco, após ter sido vítima de um sequestro ocorrido no final de dezembro de 2025.

O executivo desapareceu no dia 27 de dezembro, quando viajava com sua família pela rodovia que liga Talpa de Allende a Puerto Vallarta, uma rota bastante utilizada por turistas e moradores locais. Homens armados interceptaram o veículo da família e sequestraram apenas Corona, deixando a esposa e os filhos no local, segundo informações das autoridades mexicanas.

O corpo de Corona Radillo foi localizado dois dias depois, em 29 de dezembro, às margens da estrada, com sinais de violência, incluindo ferimentos por arma de fogo e traumatismos, conforme indicaram as autoridades.

Autoridades da Promotoria-Geral do Estado de Jalisco informaram que as investigações continuam, mas ainda não há suspeitos identificados nem uma motivação definitiva para o crime. Inicialmente especulou-se sobre uma possível ligação com a atividade empresarial da vítima, mas dados preliminares da investigação sugerem que o ataque pode ter sido aleatório, em meio ao cenário de insegurança que afeta algumas regiões do México.

Quem era José Adrián Corona Radillo e o Grupo Corona

Corona Radillo era presidente de um grupo empresarial familiar com forte atuação na produção e comercialização de bebidas tradicionais mexicanas, como tequilas, mezcal, vinhos e licores. Fundado em 1954 pelo avô de Corona, Dom Armando Corona, o Grupo Corona tornou-se um nome reconhecido dentro do setor de destilados mexicanos, com marcas como Rancho Escondido, Tequila Don Armando e Dolce Amore.

É importante destacar que, apesar do nome, o Grupo Corona não está ligado à famosa cerveja Corona produzida pelo Grupo Modelo — esta última é uma marca global de cervejas que pertence ao conglomerado belga-brasileiro AB InBev.

REPERCUSSÃO E CONTEXTO

A morte de Corona Radillo causou comoção no setor empresarial e nas comunidades locais de Jalisco, onde ele era visto como uma figura influente e respeitada. Em algumas cidades, entidades empresariais publicaram notas de pesar e homenagens foram realizadas em memória do executivo.

O episódio também reacende preocupações sobre segurança nas rodovias mexicanas e o impacto da violência contra figuras públicas e empresários, um desafio que autoridades e especialistas têm apontado como uma questão urgente a ser enfrentada no país.

Da Ronabar/Foto: Reprodução