Legado da COP30: Infraestrutura de internet transforma negócios e amplia acesso digital

Com a expansão de 40 novos pontos de antenas 4G e 5G instalados em Belém, a conexão mais rápida e acessível transforma negócios, amplia o acesso à educação digital e reduz desigualdades tecnológicas no Pará. Investimentos do governo do Pará, por meio da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Pará – Prodepa, representam um dos legados tecnológicos da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorreu em novembro de 2025 na capital paraense.

No que se refere à rede do Estado, para garantir a conectividade necessária ao maior evento climático do planeta, a Prodepa realizou um amplo processo de modernização e expansão da Rede Estadual de Telecomunicações. Entre as ações prioritárias, destacaram-se a implantação do anel da COP, interligando novos pontos de presenças e operando em 100 Gbps, a renovação e aquisição de equipamentos de alto desempenho, além da ampliação da infraestrutura para atender diretamente pontos estratégicos da conferência, como o Parque da Cidade – responsável pelos Data Centers e backup do evento, o Porto Futuro e a Estação das Docas. Essa modernização permitiu a entrega de banda larga de missão crítica durante a COP30, fortalecendo a rede do governo do Estado e deixando um legado permanente de conectividade de alto desempenho.

EXPANSÃO

A Prodepa também forneceu conexão aos dois transatlânticos que serviram de hospedagem para os participantes da conferência, com isso aumentando a rede para o distrito de Outeiro. “São inúmeros os benefícios decorrentes da expansão da conectividade para a população do Estado. De início, permite que mais pessoas tenham acesso a informações e serviços públicos de maior qualidade. Do ponto de vista econômico, facilita o crescimento de empreendimentos de base tecnológica, o desenvolvimento de projetos, atrai investimentos e incentiva a inovação, criando empregos e aumentando a competitividade da economia local”, destaca o presidente da Prodepa, Carlos Maneschy.

Engenheira de produção e gerente de um restaurante na ilha de Murutucu, Edna Torres, 63 anos, conta que a conexão facilitou, inclusive, o dia a dia de trabalho no espaço, localizado às margens do rio Guamá. “Esse investimento ajuda muito, principalmente, as pessoas que não conseguem manter a internet o mês todo. Pensei que durante a COP30 iríamos ter problemas com a conexão, mas foi ao contrário, trabalhamos super bem. A conexão nas ilhas está muito melhor que antes, sem muitas oscilações, por isso conseguimos trabalhar com as máquinas de pagamento sem problemas”, conta.

PARCERIA

O trabalho é resultado da parceria com as operadoras de telefonia TIM, Vivo e Claro, que atuam de forma coordenada para expandir a cobertura móvel e garantir conectividade de alta velocidade. As operadoras, supervisionadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), são as responsáveis diretas pelos serviços de 5G e a Prodepa tem papel fundamental no apoio técnico e institucional aos projetos de expansão em áreas do governo do Estado, atuando como ponto focal no recebimento de projetos e licenciamento.

Um exemplo é o estacionamento do Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), que abriga shows e grandes celebrações com público superior a 100 mil pessoas. Os novos equipamentos foram projetados para garantir conectividade estável e de alta capacidade, beneficiando tanto quem frequenta o espaço quanto os moradores do entorno. “Fui para o Global Citizen no Mangueirão, consegui mandar mensagem sem dificuldades, postar nas redes sociais e aproveitei muito o show de todos os artistas”, destaca Anna Karolina Moitinho, estudante de terapia ocupacional.

DESCENTRALIZAÇÃO

Atualmente, 100 dos 144 municípios do estado (69,4%) já estão conectados à Rede Estadual de Telecomunicações de Dados. A expansão para áreas remotas e ribeirinhas é viabilizada por projetos de infovias ópticas (cabos de fibra que interligam municípios), redes metropolitanas (de última milha dentro dos municípios) e hotzones (rede Wi-Fi liberada) em praças, orlas e espaços públicos.

A médica Andreza Souza, 26 anos, sentiu a mudança ao frequentar um restaurante na comunidade Igarapé do Piriquitaquara, na Ilha do Combu. “Sempre frequentei o local e era bem difícil ter internet e agora, com esses novos pontos, melhorou muito. Meu objetivo ao ir para o Combu é desconectar, aproveitar o momento, tomar banho de rio e relaxar, mas, em caso de alguma urgência, e, sobretudo, para quem mora na ilha, faz toda a diferença ter acesso”, finaliza.

Da Agência Pará