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Paisagismo - Novo bairro, parque urbano e polo de saúde vão transformar Val-de-Cans e comunidades do entorno do aeroporto Aviação Comercial - Brasil pode ganhar nova companhia aérea regional em breve; saiba mais Saúde Pública - A partir do dia 4 de fevereiro, o Brasil terá novas regras para o transporte de produtos agropecuários nas bagagens de passageiros que estejam fazendo viagens internacionais. A medida está prevista em portaria publicada em dezembro pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A meta é impedir a entrada de “agentes causadores de doenças e pragas que possam colocar em risco a saúde pública, o meio ambiente e o patrimônio agropecuário brasileiro”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). A fiscalização será feita por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), a quem caberá analisar os riscos que alguns itens podem implicar, caso entrem no país. Lista de produtos Entre os itens estão animais, vegetais, bebidas, fertilizantes, corretivos, agrotóxicos, alimentos, produtos de madeiras, estimulantes e biofertilizantes. Também integram a lista materiais genéticos para uso na reprodução animal e na propagação de vegetais; produtos de uso veterinário e destinados à alimentação animal; e inoculantes – produtos que contêm bactérias ou fungos destinados a favorecer o desenvolvimento das plantas. “A lista de produtos agropecuários estabelecida na portaria poderá ser atualizada a qualquer momento, em decorrência de eventos sanitários, da produção de conhecimento para a gestão do risco zoofitossanitário (relativo à segurança da saúde animal e vegetal), bem como de alterações nos procedimentos aduaneiros”, informou a Secom. Documentação Quem estiver transportando, durante a viagem, produtos desses tipos, que necessitem de autorização de importação, terá de preencher um documento emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária Mapa, “que será encaminhado eletronicamente pelo serviço técnico emissor às unidades do Vigiagro nos locais de ingresso”. A Secom explica que o documento deverá conter informações descrevendo os bens agropecuários a serem importados, incluindo quantidade, forma de acondicionamento, país de origem e de procedência; modal de transporte (que poderá ser aéreo, marítimo, fluvial, lacustre, rodoviário ou ferroviário); via de transporte autorizada; e local de ingresso no território nacional. Também será necessária a apresentação do prazo de validade da autorização de importação, além da dados do viajante que transportará os produtos. A declaração será por meio do documento e-DBV – Declaração Eletrônica de Bens do Viajante, a ser entregue na unidade do Vigiagro por meio do canal “Bens a Declarar”. Saúde Pública - Brasil terá novas regras para entrada de produtos agropecuários Fama e grana - Sete ensaios e cinco viagens a Madri: Virginia Fonseca retorna à Grande Rio e vai precisar de intensivão para carnaval Obras na cidade - Inaugurado no aniversário de Belém o Complexo Ver-o-Peso Política paraense - Prefeitura e Ministério das Cidades anunciam nova Orla de Icoaraci Rio registra a temperatura mais alta do ano Anvisa aprova novo fármaco com injeção semestral para prevenção do HIV Trump anuncia tarifas de 25% a países que negociarem com Irã

Rui Costa: “Cabe ao Estado garantir algum grau de isonomia entre big techs e veículos tradicionais de comunicação

O titular da Casa Civil, Rui Costa, foi entrevistado na quarta-feira, 27 de agosto, por profissionais de rádio e portais de várias regiões do país no “Bom Dia, Ministro”. Na conversa, ele reforçou que, diante da pressão do governo norte-americano em torno dos interesses das chamadas big techs, o Governo Federal prepara o envio de dois projetos de lei para atuar na regulação econômica e na responsabilização das empresas por crimes praticados em ambientes digitais.

Ao mesmo tempo, o governo acompanha o trâmite de outros projetos em torno do tema no parlamento, como o relativo à adultização de crianças. Costa reforçou que o interesse não é competir ou modificar aquilo que deputados e senadores estão votando, mas complementar e preencher vazios do que não for regulado.

“A regulação consiste em um projeto para tratar de impedir crimes e outro que trata de igualar, dar as mesmas condições de competição entre os diversos veículos”, resumiu Rui Costa. As medidas buscam regras claras para plataformas digitais, com foco na responsabilização, transparência e regulação dos mercados digitais, hoje concentrados em poucas empresas com poder majoritário sobre a informação e a economia do setor. “Não é justo uma competição desigual entre veículos tradicionais, TV, rádio e outros com plataformas que arrecadam muito e não contribuem da mesma forma”, argumenta Costa.

“A regulação consiste em um projeto para tratar de impedir crimes e outro que trata de igualar, dar as mesmas condições de competição entre os diversos veículos”

Rui Costa, ministro da Casa Civil

ISONOMIA

“Temos que ter isonomia no tratamento entre veículos que usam tecnologias diferentes, mas que ganham o mesmo dinheiro fazendo comercial e propaganda. Alguns pagam tributos, contribuições e essas plataformas, hoje, não pagam praticamente nada pelo faturamento que recebem. É desigual. Na economia, cabe ao Estado garantir algum grau de isonomia. É evidente que a competência, a capacidade vai diferenciar o faturamento de uma empresa, de um produto para outro”, acrescenta.

INFLUENCIADORES

Um dos objetivos, segundo Costa, é proteger os direitos de influenciadores digitais e pessoas públicas. As big techs terão de impedir o uso da imagem de famosos na aplicação de golpes ou compartilhamento de informações falsas. Também deverão esclarecer os motivos de suspensão, bloqueio ou desligamento de perfis. Os donos das contas deverão ser notificados e ter possibilidade de contestar.

REGRAS

O projeto prevê ainda a criação de canais de denúncias e regras de pagamento por conteúdo ou atividade, e exige das plataformas o “dever de prevenção e precaucão”, para que tenham medidas que impeçam a disseminação de conteúdo ilegal e adotem medidas para coibir a prática. “É como uma partida de futebol: tem lá as regras, qual é o gol que vale, gol de mão não vale, o que é pênalti, o que não é pênalti”, exemplificou Costa. “Precisa ter regras. E quem for mais competente ganha a partida nessas regras.”

DESIGUAL

O segundo projeto trata de ações para coibir práticas de concorrência desleal. O argumento é que hoje a conduta das grandes empresas inviabiliza o negócio das menores e encarece produtos para o consumidor final. As chamadas ações anticoncorrenciais incluem a falta de transparência nos buscadores, cobranças de taxas abusivas a lojas de aplicativos de empresas menores, venda casada de serviços, assim como direcionamento de meios de pagamento.

QUEM PARTICIPOU

O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira jornalistas da Rádio Nacional de Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC), Rádio Centro América (Cuiabá/MT), Rádio Sociedade (Salvador/BA), Portal Hoje em Dia (Belo Horizonte/MG), Rádio Gaúcha (Porto Alegre/RS), Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (Recife/PE) e Rádio Liberal (Belém/PA).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República