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terça-feira, 2 de agosto de 2022

Bolsonaro volta a falar de correção em imposto de renda


Atualmente, 8 milhões de pessoas estão isentas do IR; Congresso tem proposta em tramitação
Presidente Jair Bolsonaro, durante promulgação da PEC dos benefícios | Foto: Reprodução/TV Senado

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, nesta terça-feira, 2, que está “acertando” a correção na tabela do Imposto de Renda (IR) para o próximo ano. Contudo, o chefe do Executivo não informou qual seria o valor da correção. Ainda no ano passado, o governo encaminhou um projeto ao Congresso com mudanças no imposto, que aguarda apreciação do Senado. 

“Havia um compromisso nosso de mexer na tabela, buscar uma atualização. Veio a pandemia, aí foi uma desgraça para a gente”, disse o presidente. “Já está conversado com o Paulo Guedes, vai ter atualização da tabela de Imposto de Renda para o próximo ano, está garantido já. Não sei o percentual ainda, mas vamos começar a recuperar isso daí, porque está virando, na verdade, um redutor de renda, e não uma tabela.”

Durante os quatro anos de mandato, Bolsonaro afirmou diversas vezes que gostaria de isentar no mínimo em R$ 3 mil, no entanto, isso ainda não foi realizado. Por outro lado, o presidente disse que a pandemia de covid-19 impediu que ele fizesse a atualização, mas que conversou com o ministro Paulo Guedes, da Economia, para uma correção em 2023. A fala foi ao ar durante uma entrevista, hoje, na Rádio Guaíba.

Em 2018, Bolsonaro (quando candidato na sua primeira disputa pela Presidência) citou estabelecer a isenção para aqueles que ganhassem cinco salários mínimos, na época R$ 5 mil. Em 2022, a isenção é para quem recebe cerca de R$ 1,9 mil. Até junho deste ano, a tabela está acumulada em pouco mais de 25%, segundo o Sindifisico Nacional (Sindicato dos Auditores da Receita Federal).

A demora para a correção da tabela do IR representa um novo aumento de impostos. A cada ano, os brasileiros pagam mais IR. Neste ano, quase 24 milhões de cidadãos estariam isentos do IR se houvesse a correção da tabela pela inflação acumulada, desde 1996, e não repassada, de quase 135%.

Atualmente, 8 milhões de pessoas estão isentas. As informações são dos auditores da Receita Federal, calculada pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal.

Revista Oeste 

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