Operação prende três empresários de jogos e apostas esportivas em Belém - JORNAL PASSAPORTE

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quarta-feira, 13 de julho de 2022

Operação prende três empresários de jogos e apostas esportivas em Belém


Reprodução/Polícia Civil

A segunda fase da operação “Ápate II” deflagrada pela Polícia Civil do Pará, de forma conjunta com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária, nesta terça-feira, 12, em Belém, além de outros quatro mandados de busca e apreensão, dois na cidade paulista de Ribeirão Preto, em São Paulo, e dois em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Na manhã desta terça, 12, foram presos três empresários – dois em Belém e um na cidade de Imperatriz, no Maranhão. Entre os detidos está o paraense Fernando Castro. Também foram apreendidas cédulas de reais, euros e guaranis, além de quatro veículos de luxo.

De acordo com a delegada Ana Paula Mattos, titular da investigação, a operação foi iniciada em 2020 e investiga um complexo sistema de lavagem de dinheiro nos Estados do Pará (nos municípios de Tailândia e Belém), São Paulo e Rio Grande do Sul.

“A segunda fase da operação visa investigar a conduta de grupo financeiro, situado em Belém, que supostamente recebe dinheiro proveniente do tráfico de drogas de outros Estados, sendo tais valores utilizados para constituição de empresas de fachada e fantasmas, cujos proprietários estão diretamente ligados à lavagem de dinheiro, ” destacou a delegada. Segundo a Polícia Civil, uma das empresas envolvidas é a agência de apostas online NBet Pará.

Segundo as investigações, o grupo criminoso é composto por três sócios majoritários e cinco empresas. O grupo teria movimentado, em pouco mais de um ano, um valor estimado em R$ 150 milhões. A apuração policial também identificou que o grupo atua na exploração de jogos e apostas esportivas.

O trabalho contou com a participação de 36 policiais integrantes da Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (DECOR), Núcleo de Inteligência Policial (NIP), Diretoria de Polícia do Interior (DPI), além de equipes da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

O delegado geral da Polícia Civil, Walter Resende, ressaltou que as investigações vão continuar a fim de levantar mais informações sobre a atuação do grupo, e, possivelmente, identificar outras pessoas envolvidas.

Fonte Roma News 

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