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quarta-feira, 27 de julho de 2022

Metrópoles: “PF volta a buscar ligação de Adélio Bispo com PCC”



Polícia Federal voltou a considerar, a partir da reabertura das investigações sobre a facada contra Jair Bolsonaro, a hipótese de relação entre Adélio Bispo, autor do atentado, e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC. As informações são do jornalista Rodrigo Gurgel em sua coluna no portal Metrópoles.

A troca no comando da investigação
Segundo a reportagem, “Em dezembro de 2021, o delegado Rodrigo Morais Fernandes (que concluiu que Adélio agiu sozinho) foi nomeado pelo então diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, para passar uma temporada de dois anos em Nova York, representando o Brasil em uma força-tarefa do governo americano dedicada ao combate a crimes financeiros”.

A saída de Rodrigo Morais do caso coincidiu com uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o TRF-1, que finalmente autorizou que a PF vasculhasse os telefones celulares apreendidos com os advogados que assumiram a defesa de Adélio Bispo.

Segundo o jornalista, “até então, os policiais estavam impedidos de periciar os celulares em razão de uma liminar obtida pela Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB. Foi um pedido de Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro, que levou o TRF a liberar o acesso aos aparelhos.

Com a decisão do tribunal, a apuração foi reaberta pela PF e outro delegado, Martin Bottaro Purper, foi escolhido para tocar o caso. Ele é considerado no meio como “especialista em PCC”.

O registro no celular
Segundo o jornalista Rodrigo Gurgel, “fontes da investigação disseram à coluna, sob reserva, que a hipótese de ligação de Adélio com o PCC voltou a ser considerada a partir de registros localizados no telefone celular de um dos advogados do agressor de Bolsonaro”.

Em ao menos um desses registros, diz a reportagem, um dos advogados liga o nome de Adélio ao PCC. Não se sabe exatamente em que contexto a fala foi feita, diz o texto. Porém, “foi o suficiente para que a nova equipe passasse a considerar a hipótese”.

As especulações sobre a suposta relação do PCC com a facada no presidente surgiram logo após o atentado, a partir da constatação de que pelo menos um dos advogados da equipe que se apresentou para defender Adélio também atende integrantes da facção criminosa. O jornalista acredita, entretanto, que dificilmente esta nova etapa apuração “será concluída antes das eleições, mas a PF deverá fazer um pedido à Justiça em breve”.

Fonte: Metrópoles
Foto: reprodução
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