Dia do chocolate: o Brasil e o Pará têm motivos para comemorar. - JORNAL PASSAPORTE

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quinta-feira, 7 de julho de 2022

Dia do chocolate: o Brasil e o Pará têm motivos para comemorar.

 

O país produziu 700 milhões de quilos da iguaria em 2021

Média nacional é de quilos de chocolate por pessoa
Média nacional é de quilos de chocolate por pessoa | Foto: Sebastian Duda/Shutterstock

O chocolate é um dos alimentos que ocupam lugar de destaque no agronegócio brasileiro. Nesta quinta-feira, 7, é celebrado o dia internacional dessa iguaria — e o Brasil tem motivos para comemorar.

No ranking mundial de produtores de cacau, matéria-prima para a fabricação, o país é o sétimo colocado. A colheita nacional permite a exportação do fruto e a fabricação do chocolate.

De acordo com informações dos fabricantes, a produção brasileira de chocolates em 2021 bateu praticamente 700 mil toneladas. Desse volume, conforme dados do Ministério da Agricultura, o país exportou pouco menos de 35 mil toneladas. A pasta, entretanto, registra a importação de 20 mil toneladas. O consumo interno no ano passado ficou em cerca de 685 mil toneladas.

Em média, a distribuição de chocolate atingiu pouco mais de três quilos para cada brasileiro no ano passado. As menores barras de marcas famosas encontradas nos caixas de supermercado, por exemplo, têm em torno de 20g. Desse modo: o volume corresponde a cerca 160 delas anualmente. Ou seja: quase meia barrinha por dia.

Mas, claro, a conta inclui a imensa gama de alimentos que usam o produto em sua composição. Assim, a lista vai do bombom ao pó que é usado no leite, e também para fazer bolos, coberturas, doces como os brigadeiros, trufas, cones recheados e tudo mais o que a imaginação permitir.

Nesse mercado, existem modelos produtivos de todos os tamanhos: das complexas plantas industriais movidas por centenas de operários, às cozinhas nas casas de pequenos empreendedores. Para que ele gire, a moagem de cacau no passado ficou em praticamente 220 mil toneladas. Apesar da indústria nacional não ser autossuficiente, a quantidade de matéria-prima importada é praticamente a mesma que a exportada: cerca de 55 mil toneladas, entre pastas, manteigas e amêndoas de cacau.

A matéria-prima do chocolate

No passado, as amêndoas de cacau chegaram a ser utilizadas pelos astecas como moeda. Originalmente, o fruto é da região amazônica. Porém o plantio brasileiro começou na Bahia em meados do século 18. O Eestado liderou a produção no país por décadas. Em 2017, entretanto, o Pará assumiu a dianteira.

Pouco mais de 50% da colheita de cacau brasileiro hoje vêm de lavouras paraenses. O plantio no Pará surge como uma solução ambiental. Nativa da região, alguns agricultores fazem o manejo da planta integrado com a floresta.

Além disso, as plantações também substituíram certas áreas de pastagem, o que diminuiu as queimadas. A técnica com o fogo é usada por pecuaristas para limpar os pastos, mas culturas perenes como o cacau não a aplicam.

Adriano Venturieri, cientista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), liderou um estudo que mostrou os benefícios da expansão dos cacaueiros no Pará. Em entrevista a Oeste, ele confirmou que o plantio integrado à floresta em escala industrial está sendo feito na região.

“O cacau, por ser nativo da Amazônia, pode ser usado para a recuperação de áreas”, explicou o pesquisador da Embrapa. “Esse cultivo é feito em escala industrial. 85% das plantações que eu visitei no Pará são feitas em sistema agroflorestal. O sistema agroflorestal é uma importante realidade de produção sustentável na Amazônia.”

A primeira fábrica do Brasil

No ano de 1891, um grupo de imigrantes fundou a primeira fábrica de chocolates do Brasil. Os irmãos Neugebauer e o sócio Gerhardt deram início ao negócio em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Duas décadas depois, Achilles Izella, cônsul suíço, deu início à Lacta. Na sequência surgiu a Kopenhagen (1928) e a Garoto (1929). Em 1959, segundo a revista Veja, a suíça Nestlé começou a operar no Brasil.

Atualmente, essas empresas continuam no mercado do país. Mas o leque de marcas cresceu. Somando com as indústrias de balas e amendoins, o setor emprega 35 mil trabalhadores.

Reconhecimento internacional

Quase 100 países importaram pelo menos uma tonelada de chocolate do Brasil em 2021. No topo, a Argentina, que comprou 7 mil quilos do produto brasileiro no ano passado. Na lista ainda aparecem nações como Estados Unidos, Dinamarca e Japão, além de países famosos por seus chocolates como Bélgica e Suíça.

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