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segunda-feira, 13 de junho de 2022

Mortes de Dom e Bruno foram encomendadas por traficante peruano, diz TV

 

Mortes de Dom e Bruno foram encomendadas por traficante peruano, diz TV

O traficante teria contratado Pelado para executar Dom e Bruno, por causa do trabalho de ambos, que denunciavam crimes na Amazônia, na região de fronteira do Brasil com a Colômbia

Preso há uma semana e apontado como principal suspeito pelo desaparecimento do indigenista Bruno da Cunha Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, Amarildo Costa de Oliveira, o “Pelado”, seria o executor de um crime pensado e encomendado por um traficante de drogas peruano.

O líder de uma organização criminosa teria contratado Pelado para executar Dom e Bruno, por causa do trabalho de ambos, que denunciavam crimes na Amazônia, na região de fronteira do Brasil com a Colômbia, onde eles foram vistos com vida pela última vez e restos mortais foram encontrados, além de pertences de ambos

Apesar da nacionalidade peruana, o tal traficante é conhecido como “Colômbia”. Já Pelado tem histórico de ameaças a indígenas e envolvimento com o tráfico de drogas. 

Bruno, que estava licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai) sem direito a reumuneração – ato aconteceu na gestão de Sergio Moro no Ministério da Justiça e foi vista como perseguição por Bruno ir contra a política ambiental de Jair Bolsonaro -, trabalhava para um entidade de proteção aos povos indígenas, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava).

Nesse trabalho, ele denunciou formalmente, por meio de dois de seis ofícios enviados entre fevereiro e maio à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal do Amazonas, Polícia Federal, Força Nacional de Segurança Pública, grupos de garimpeiros, traficantes e pescadores, citando inclusive Pelado entre homens que estavam praticando mineração, caça e pesca ilegal na terra indígena onde ele desapareceu.

O grupo de garimpeiros envolvia 23 balsas para mineração de ouro. Já o do Pelado usava barcos de grandes dimensões, que carregava toneladas de peixes de uma área que deveria ser protegida e explorada apenas por indígenas, de forma artesanal. 

As informações sobre a encomenda das mortes de Dom e Bruno e a relação de Pelado com ele são da GloboNews.

Equipamentos de desaparecidos foram encontrados perto da casa de suspeito

No domingo (12), indígenas localizaram, à margem de um rio, equipamentos que a Polícia Federal confirmou serem da dupla desaparecida desde 5 de junho.

Segundo os investigadores, o material estava próximo da casa de Pelado, preso em flagrante no dia 7, por posse de drogas e de munição de uso restrito. 

Segunda maior área indígena demarcada do país, a Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas, onde Dom Phillips e Bruno Pereira desapareceram é rota de tráfico de drogas, roubo de madeira e garimpo ilegal.

Entre os riscos potenciais e problemas do Vale do Javari, estão a exploração ilegal de recursos naturais e conflitos fundiários.

Segundo informações do Instituto Socioambiental (ISA), tradicional organização não governamental da área do meio ambiente, a ação de caçadores, madeireiros, pescadores e fazendeiros é constante na região.

A reserva indígena faz fronteira com o Peru e a Colômbia. O local é habitado por 26 povos, que juntos somam 6,3 mil pessoas.

Além disso, tem a maior concentração de povos isolados do mundo, com acesso restrito por vias fluviais e aéreas.

Familiares dizem que receberam informações sobre corpos 

Também nesta segunda-feira, surgiram notícias que os corpos de Bruno Pereira e Dom Phillips foram encontrados nesta segunda-feira. 

O embaixador brasileiro no Reino Unido comunicou a família de Phillips no Reino Unido durante um telefonema na manhã. A informação é do The Guardian, jornal inglês para o qual Phillips contribuía regularmente.

“Ele disse que queria que soubéssemos que… eles tinham encontrado dois corpos”, disse Paul Sherwood, cunhado de Phillips, ao Guardian.

“Ele não descreveu o local e apenas disse que estava na floresta tropical e disse que eles estavam amarrados a uma árvore e eles ainda não tinham sido identificados”, completou.

“Ele disse que quando estava leve, ou quando era possível eles fariam uma identificação”, acrescentou Sherwood.

A mulher de Phillips deu a mesma informação a um jornalista brasileiro, também na manhã desta segunda-feira.

“Alessandra (Sampaio), mulher de Dom Phillips, acaba de me informar que foram encontrados os corpos do marido e do indigenista Bruno Pereira”, escreveu André Trigueiro, da GloboNews, em sua conta no Twitter.

Bolsonaro diz “que fizeram alguma maldade com eles”

A informação ainda não foi confirmada pelas autoridades.

No entanto, também nesta segunda, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre corpos encontrados boiando no ponto do rio onde as equipes de buscas estavam concentradas no fim de semana.

Bolsonaro inclusive falou que “que fizeram alguma maldade com eles (os desaparecidos)”.

“Os indícios levam a crer que fizeram alguma maldade com eles (os desaparecidos), porque já foram encontrados boiando no rio vísceras humanas que já estão em Brasília para fazer DNA. Pelo prazo, pelo tempo já temos hoje 8 dias, indo para o nono dia, que isso aconteceu. Vai ser muito difícil encontrá-los com vida. Peço a Deus que isso aconteça”, disse o presidente.

Fonte TBN

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