Irmãos confessam ter matado indigenista Bruno Pereira e jornalista Dom Phillips no AM - JORNAL PASSAPORTE

ULTIMAS

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Irmãos confessam ter matado indigenista Bruno Pereira e jornalista Dom Phillips no AM


No último domingo, a PF confirmou que foram encontrados uma mochila e documentos pertencentes à dupla. Dois dias antes, policiais haviam encontrado "material orgânico aparentemente humano" na região.

O desaparecimento da dupla foi alertado pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) na segunda-feira. O Vale do Javari é a região com a maior concentração de povos indígenas isolados do mundo.

Mapa do lugar das buscas pelo jornalista inglês Dom Phillips e pelo indigenista Bruno Pereira — Foto: Editoria de Arte

Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como Pelado, foi preso no dia 7, e o irmão dele, Oseney da Costa Oliveira, o Dos Santos, foi detido nesta terça-feira. Uma testemunha chave afirmou ter visto Pelado carregar uma espingarda e fazer um cinto de munições pouco depois que Pereira e Phillips deixarem a comunidade de São Rafael com destino à Atalaia do Norte, na manhã do último domingo, data em que foram vistos pela última vez.

Um relatório da PF sobre o caso, enviado ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostra trechos dos depoimentos de Pelado, que admitiu ter visto Bruno no dia do desaparecimento, e de testemunhas oculares que viram sua perseguir a embarcação de Bruno e Dom, conforme revelado pelo GLOBO. Outro depoimento que reforça as suspeitas é o do procurador jurídico da Univaja, Eliésio Marubo, que afirma ter recebido de Bruno uma mensagem na qual temia por sua vida e que a reunião marcada com "Churrasco", poderia "dar em algum problema".


Lavagem de dinheiro e pesca ilegal

A PF também investiga se um esquema de lavagem de dinheiro para o narcotráfico por meio da venda de peixes e animais pode estar relacionado ao desaparecimento da dupla. O GLOBO apurou que apreensões de peixes que seriam usados no esquema foram feitas recentemente por Pereira, que acompanhava indígenas da Equipe de Vigilância da União dos Povos Indígenas do Javari (Unijava). As embarcações levavam toneladas de pirarucus, peixe mais valioso no mercado local e exportado para vários países, e de tracajás, espécie de tartaruga considerada uma especiaria e oferecida em restaurante sofisticados dentro e fora do país.

Fonte O Globo

Nenhum comentário:

Postar um comentário