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domingo, 12 de junho de 2022

Estômago foi encontrado boiando no Rio Javari (AM) e polícia investiga se é humano


Estômago foi encontrado boiando no Rio Javari (AM) e polícia investiga se é humano
O Corpo de Bombeiros do Amazonas encontrou, neste domingo (12), uma mochila e sandálias em área de busca pelo indigenista Bruno Araújo e pelo jornalista britânico Dom Phillips, desaparecidos desde o dia 5 deste mês na região amazônica. Os objetos serão encaminhados para a perícia

O Instituto Nacional de Criminalística (INC) recebeu um estômago para análise. O órgão foi encontrado boiando no Rio Javari (AM) e chegou aos policiais junto com o sangue e material genético encontrados na lancha do pescador Amarildo da Costa de Oliveira, de 41 anos, conhecido como Pelado.

Os policiais investigam se o órgão é humano e se pode ser do jornalista Dom Phillips ou do indigenista Bruno Pereira, desaparecidos há uma semana no Vale do Javari, no Amazonas.

Na última quinta-feira (9/6), a polícia encontrou vestígios de materiais genéticos na embarcação de pelado e encaminhou ao INC. O estômago foi encontrado no rio e também levado para análise, em Brasília. Familiares dos desaparecidos cederam material genético para servir de referência para o exame de DNA.

Novo nome

Material exclusivo obtido pela Coluna Na Mira, do Metrópoles, insere no caso o nome de um ribeirinho conhecido na região como Dos Santos. Pelos relatos do homem, que acompanhou a jornada de Bruno e Dom Phillips, do dia 3 ao dia 5 de junho, Dos Santos teria entrado no barco de Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, com uma espingarda calibre 16.

De acordo com a testemunha, o indigenista e o jornalista britânico se deslocavam de barco entre a comunidade ribeirinha de São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte no mesmo momento em que ele fazia a viagem, que dura cerca de quatro horas. No meio do caminho, ele relatou ter sido ultrapassado pela “voadora” (voadeira é uma embarcação movida a motor com estrutura e casco de metal, composta com motor de popa) de Bruno e Dom.

Dois minutos depois, viu uma “voadora” de cor verde aparecer atrás dos dois. A testemunha logo identificou o barco verde como sendo de Pelado, pois já o conhecia.

O depoente continuou seguindo viagem para Atalaia do Norte quando foi parado por Dos Santos, nas proximidades de onde o ribeirinho mora, no Lago Ipuca. Dos Santos pediu ajuda ao depoente. “Me leva ali embaixo”, teria dito.

A testemunha levou o conhecido até um ponto do rio no qual avistaram a lancha de Pelado. Dos Santos, então, pediu para que o depoente o deixasse ali, pegou seu pequeno barco e foi remando ao encontro de Pelado. A testemunha percebeu que Dos Santos portava uma espingarda calibre 16 e uma cartucheira na cintura.

O homem não conseguiu ver dentro do barco de Pelado, mas relatou que ele estava sozinho até encontrar Dos Santos. De lá, os dois partiram para o lado oposto da testemunha, que foi para Atalaia do Norte. Quando chegou às margens do rio, já em Atalaia do Norte, no entanto, a família de Bruno o aguardava a fim de perguntar se ele sabia onde o indigenista estava. O depoente respondeu que o viu passar no rio.

A Polícia Federal (PF) confirmou que o material encontrado neste domingo (12) na Amazônia pertence ao indigenista Bruno Araújo Pereira e ao jornalista inglês Dom Phillips, que sumiram no último dia 5 quando faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael até o município de Atalaia do Norte, no Amazonas.


Créditos: Metrópoles.

TBN

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