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sábado, 18 de junho de 2022

114 anos de Japão no Brasil


No dia da Imigração Japonesa, conheça as cidades brasileiras que mantém as tradições do país nipônico

Feira da Liberdade, em São Paulo (SP). Crédito: Rogério Cassimiro/MTur Destinos

Japão e Brasil têm, no dia 18 de junho (sábado), motivos em comum para celebrarem. A data marca o Dia da Imigração Japonesa no Brasil e se tornou um elo entre as nações. Foi em 18 de junho de 1908 - há 114 anos - que o Brasil começou a receber imigrantes japoneses para trabalharem nas lavouras de café, no estado de São Paulo.

De lá para cá, a comunidade nipônica cresceu. Para se ter uma ideia, dados da Embaixada do Japão no Brasil estimam que aproximadamente 2 milhões de japoneses e descendentes, a maior população de origem japonesa fora do Japão, vivam no Brasil. Os números também mostram a quantidade de nativos japoneses no país verde e amarelo: o Censo do IBGE de 2010 aponta que quase 50 mil japoneses residiam no Brasil. Este dado representava 11,4% do total de estrangeiros que moravam no país.

A influência da nação nipônica em torno do país tropical se perpetuou e está refletida ainda hoje nas tradições, sabores e saberes do Brasil. Das artes marciais a religião, dos chás e sushis aos mangás (as famosas histórias em quadrinhos japonesas) o Brasil é marcado por essa cultura que influencia vários setores da economia, inclusive o turismo.

“Estas cidades mantiveram vivas as tradições de seu povo e, por isso, nós temos nesses destinos turísticos uma pulsante cultura nipônica que conserva a histórica relação entre os nossos povos e atrai milhares de turistas anualmente”, ressalta o ministro do Turismo, Carlos Brito.

Exemplo disso é a cidade de São Paulo (SP), que conta com a maior comunidade japonesa do Brasil. Basta adentrar o bairro da Liberdade para se sentir no Japão, pois, por lá, as fachadas são escritas com ideogramas e a arquitetura é tradicionalmente oriental. O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade reúne, aos finais de semana, elementos típicos da cultura japonesa, com destaque para a gastronomia.

Outro local que mantém vivas as tradições do Japão é a cidade de Assaí, no Paraná. O município possui a maior concentração, que começou em 1930, de nipo-brasileiros do estado. A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola também são realizados com técnicas japonesas.

O município de Ivoti, no Rio Grande do Sul, é um pedacinho do Japão no Brasil. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como a Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado.

Já no Norte de Brasil está Tomé-Açu, no Pará. Os primeiros imigrantes japoneses chegaram no município em 1926, quando um grupo de cientistas do país asiático foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

Por Nayara Oliveira/Mtur

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