Piloto da ITA foi demitido por dormir pilotando avião Airbus A30-200 –e causar a partida de caças - JORNAL PASSAPORTE

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domingo, 29 de maio de 2022

Piloto da ITA foi demitido por dormir pilotando avião Airbus A30-200 –e causar a partida de caças

Uma ocorrência bastante grave foi registrada em um voo da italiana ITA Airways, devido ao piloto ter dormido em voo e, por consequência, até caças terem sido acionados para interceptar a aeronave.

A aeronave envolvida, segundo reporta o The Aviation Herald, foi o Airbus A330-200 registrado sob a matrícula EI-EJP, quando estava realizando o voo AZ-609, que partiu de Nova York-JFK, nos Estados Unidos, no dia 30 de abril com destino a Roma-Fiumicino, na Itália.

Segundo as informações que se tornaram conhecidas nesta semana, o avião estava em rota a 38 mil pés de altitude (11.580 metros) a cerca de 200 mulhas náuticas (370 km) a noroeste de Marselha, França, quando a comunicação foi passada para o Centro de Controle de Marselha.

Porém, os pilotos do voo não fizeram contato com o Centro de Marselha por 10 minutos. Diante da falta de comunicação, aviões de caça foram despachados, mas não precisaram interceptar o A330, já que a tripulação finalmente começou a se comunicar com o contro de controlado após os 10 minutos. A aeronave continuou para Roma para um pouso seguro sem mais incidentes.

De acordo com relatos da mídia na Itália, a companhia aérea demitiu o comandante após uma investigação interna sobre a ocorrência. A ITA Airways afirmou que o piloto apresentou um comportamento inconsistente com as regras comportamentais e de trabalho, bem como mostrou uma discrepância em suas entrevistas quanto aos fatos apurados pela investigação.

No momento da ocorrência o primeiro oficial (co-piloto) estava tirando um cochilo aprovado, porém, o comandante também adormeceu nos controles. No entanto, em suas entrevistas, ele alegou ter havido um problema com os dispositivos de comunicação.

A investigação não encontrou falhas nos sistemas de comunicação. A aeronave estava voando no piloto automático, de modo que a ocorrência não representou nenhum perigo para a aeronave ou seus ocupantes.

Por
Murilo Basseto
Fonte Aeroin.net

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