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quinta-feira, 28 de abril de 2022

Cardiologista orienta sobre sintomas e riscos da hipertensão arterial


No Nordeste do Pará, o Hospital Regional Público do Leste é referência no atendimento a AVC, uma das principais doenças causadas pela hipertensão

Em alusão ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão - em 26 de Abril, o Ministério da Saúde (MS) alerta sobre dados mais recentes de óbitos motivados pela doença, que saltaram de 47.288, em 2015, para 53.022, em 2019. O último levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 40,3% da população brasileira com mais de 18 anos de idade foi classificada como "insuficientemente ativos". Isso significa que toda essa parcela não pratica nenhuma atividade física ou fica abaixo de 2h30 semanais, incluindo lazer, trabalho e deslocamento.

O Hospital Regional Público do Leste (HRPL) é referência no atendimento a uma das principais doenças causadas pela hipertensão arterial, o Acidente Vascular Cerebral (AVC), e dispõe de atendimento ambulatorial na especialidade cardiologia, responsável por tratar, entre outras doenças, a hipertensão arterial, com ou sem outras doenças associadas.

O atendimento está disponível para os pacientes encaminhados dos 23 municípios da Região de Integração do Capim, no nordeste do Pará, via Regulação da assistência entre municípios e Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A Unidade conta ainda com exames de apoio diagnóstico da doença, com a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (Mapa). O exame faz a medição da pressão arterial por 24 horas seguidas, com intervalos adequados para o diagnóstico da doença.

Sintomas - De acordo com o cardiologista do HRPL, Wallace Zappa Tavares, os principais sintomas da hipertensão, também conhecida como pressão alta, são dor de cabeça, tontura, dor no peito, cansaço aos esforços habituais (não sentido antes), e, às vezes, desconforto nos batimentos cardíacos (palpitações). Mas além destes, o médico citou alterações visuais e nas articulações das palavras. Já com relação ao diagnóstico da doença, segundo Wallace Tavares, metade das pessoas não possui sintomas, por isso é necessário que a pressão arterial seja aferida com certa regularidade.

"Se a pessoa não sente nada, como vai saber se tem a doença se não aferir a pressão? É importante aferir a pressão, e não esperar sentir alguma coisa, porque se metade não sente nada, muitos vão ter hipertensão e não vão saber que têm. É importante que as pessoas estejam sempre verificando como está a sua pressão arterial", orientou o cardiologista.

Sobre a faixa etária mais comum de pessoas acometidas pela hipertensão arterial, a principal é de idosos, a partir dos 60 anos. Porém, conforme o médico, crianças também podem ser acometidas pela doença em função de diversas situações, como problemas renais, aneurismas, uma série de disfunções hormonais e até algumas alterações causadas por cânceres e tumores que repercutem na pressão arterial.

"Várias doenças podem contribuir com a hipertensão arterial, mas nas pessoas mais jovens as mais comuns são o hipotireoidismo e o hipertireoidismo, obesidade, estresse, diabetes e apneia do sono. Mas a principal faixa etária é a terceira idade. Com mais de 60 anos em diante há, inclusive, um processo de enrijecimento das artérias, perda de complacência e de elasticidade das artérias, e a pressão do sangue tende a ficar aumentada, gerando uma grande tensão sanguínea, uma hipertensão", reiterou o cardiologista.

Consequências - Quando a pressão sanguínea fica alta dentro das artérias, várias consequências à saúde podem surgir. O cardiologista do HRPL relata algumas delas: "A hipertensão pode gerar o rompimento das artérias; um Acidente Vascular Hemorrágico; desgaste da camada interna da artéria e a conformação de placa de gordura, e isso acabaria gerando um infarto, que quando ocorre no cérebro causa uma doença conhecida como Acidente Vascular Isquêmico; quando ocorre na perna gera trombose; quando na artéria da visão, uma doença chamada de trombose da artéria retiniana".

Ainda conforme o especialista, a doença gera disfunções no corpo inteiro, até mesmo sexual, pois causa má circulação e desgaste das artérias. Ele exemplificou que se o problema é no intestino, pode gerar má circulação intestinal, e atingir os rins, a visão, o coração, o cérebro e aas artérias das pernas.

Genética - O fator genético é o principal, entre todos os elencados pelo médico, para o surgimento da hipertensão, que não pode ser evitada, mas outros fatores de riscos podem ser controlados, conforme o cardiologista. "Têm pessoas com predisposição, que irão desenvolver a doença com vinte e poucos anos ou até menos, e outras irão desenvolver mais tarde, mas os fatores de risco que podemos controlar: são o sedentarismo, o tabagismo, o controle da ingestão de alimentos com sal acima do ideal. É preciso consultar um médico, que pode ser o clínico geral, e fazer exames de rotina uma vez por ano para verificação de alterações sugestivas ao surgimento de hipertensão, para tratamento preventivo da doença", enfatizou.

A hipertensão arterial não tem cura, mas os cardiologista citam alguns hábitos de vida que ajudam na prevenção. "Alimentação adequada, sem excesso de sal; boa qualidade do sono; prática de atividade física regularmente e adesão às medidas para a diminuição do estresse, ajudam bastante na prevenção da hipertensão arterial", reiterou.

Sobre o tratamento, o cardiologista disse ainda que depende da causa e de cada caso, mas a doença deve ser tratada sempre pelo especialista. "Às vezes, a causa é um nível alto de estresse; outras vezes, a causa é a obesidade ou uma apneia do sono, e até mesmo hipertensão avançada, que não está ligada a nenhuma dessas causas, o que chamamos de hipertensão primária. A forma de tratar depende do estado clínico apresentado por casa pessoa e das doenças existentes associadas, mas é sempre o cardiologista que vai avaliar a melhor forma de tratar o hipertenso", acrescentou Wallace Zappa Tavares.

O Hospital Regional Público do Leste é um órgão da rede de saúde do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Diretrizes, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O HRPL fica na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas, no Sudeste do Pará. Mais informações pelos telefones: (91) 3739-1046 / 3739-1253 / 3739-1102.

Texto: Joelza Silva - Ascom/HRPL

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