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quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Engenheiro apaixonado construiu Palacete para a sua amada em Belém

Nosso Palacete Bolonha está voltando a mostrar sua beleza, com a restauração que está sendo feita pela Prefeitura de Belém.
O engenheiro paraense, Francisco Bolonha, se apaixonou pela pianista carioca Alice Tem-Brink e prometeu a amada que, se ela viesse morar com ele em Belém, construiria para ela um palacete que não deixaria nada a desejar aos europeus.
E foi o que Bolonha fez. Mandou erguer, no ano de 1905, uma das edificações mais importantes da arquitetura de Belém do Pará. O Palacete é um prédio em estilo art noveau, com características clássicas da época do Ciclo da Borracha. E foi construído com o que de mais moderno, em termos tecnológicos, o dinheiro podia comprar. O arquiteto uniu vários estilos arquitetônicos no edifício e realizou a morada mais suntuosa e luxuosa da cidade àquela época.
Francisco Bolonha nasceu em Belém do Pará no ano de 1870, oriundo de uma família tradicional da cidade que fez sua riqueza através do lucro da extração da Borracha e a venda de escravos. Durante a infância a família se muda para a Europa, para o tratamento da frágil saúde de sua mãe, Henriqueta Bolonha. Vão morar em Paris e aparentemente vivem uma vida tranquila. Mas na volta ao Brasil, depois de alguns anos, ele vive a sua primeira grande tragédia, sua mãe, infeliz por voltar ao Brasil se joga ao mar na frente do menino Bolonha, que “impávido” vê sumir o corpo da mãe nas profundas águas do oceano atlântico.
Aos 10 anos de idade Bolonha, sente o peso da tragédia familiar e volta a Belém, fica quase um ano sem se falar e isso preocupa seu Pai, “Manoel Bolonha”, que tenta de todas as formas ajudar o filho, O menino passa por médicos, psiquiatras, padres, Curandeiros indígenas, até que por conselho de alguém, Manoel da ao menino um cão, da raça “Rotvailer” que o acompanha pelo resto de sua vida. Em algumas semanas Bolonha volta a falar e retoma sua vida. Aos 16 anos Bolonha vai para o Rio de Janeiro, fazer engenharia e depois de formado volta para a Europa para morar novamente em Paris.
Lá convive com a alta sociedade Parisiense, conhece artistas, gente influente, e descobre também a famosa boêmia da França. Festas intermináveis, bebidas, drogas alucinógenas as tão famosas prostitutas francesas. Mas sua animada vida tem um novo rumo com a segunda tragédia na vida de Bolonha, seu amigo arquiteto “Eifeel”, sim… o da Torre, tem uma morte misteriosa na sua frente. O que o faz desistir da glamorosa e rica vida na França e volta ao Brasil.
Logo na chegada ao Rio de Janeiro, conhece a pianista Alice Tem-Brink, se apaixona e desse amor é construído o Palacete Bolonha em um terreno alagadiço pantanoso. Em 1905 o casal vai morar no prédio mais imponente de Belém em companhia de criados e do Cachorro que Bolonha havia ganho na infância.
Durante os primeiros anos, o casal vive em lua de mel, felizes e otimistas com o futuro e com a chegados dos filhos, vivem uma vida de riqueza e prosperidade, mas os filhos não vem, Alice não consegue engravidar, e a relação do casal começa a ficar abalada, até que Bolonha resolve do lado da casa construir um parque para as crianças do bairro. Coincidentemente depois dessa reforma as coisas começam a mudar no Palacete. O comportamento de Bolonha vai se transformando, e o casal começa a ter visões dentro da casa, sons de correntes sendo arrastadas, aparições de espectros de escravos, gritos de horror durante as noites. Isso abala profundamente Aline que vive trancada em seu quarto enquanto Bolonha muda radicalmente seu comportamento, começa a beber, a usar drogas e a levar mulheres para o Palacete. Dizem que chegou a trazer prostitutas da França no auge da sua loucura, fazia festas intermináveis que acabavam em grandes orgias. Enquanto Alice vivia enclausurada em seu quarto, sofrendo em silêncio aquela tragédia.
A cada dia que passa Bolonha, exagera mais na sua vida promiscua, gasta sua saúde e uma grande parte da sua fortuna. Em poucos anos o engenheiro esta um trapo humano, doente com diabetes e sífilis, cai de cama e é cuidado por sua esposa, que se dedica ao marido até o dia em que Bolonha morre decorrente da diabetes. Aline após esse episódio se vê livre, vende o Palacete e com o que resta da fortuna de Bolonha, vai para a Europa e nunca mais volta ao Brasi
Por: Fátima Machado

Um comentário:

  1. Interessante a estória, entretanto mesmo que seja ficção, sugiro rever um aspecto. Um rotweiller raramente vive mais de 12 anos, e certamente jamais viveria 25 anos como evidenciado no trecho que fala na ainda existência do cachorro, por ocasião da mudança do casal para o palacete.

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