Desmatamento na Amazônia: Ainda há Esperança - JORNAL PASSAPORTE

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domingo, 6 de dezembro de 2020

Desmatamento na Amazônia: Ainda há Esperança


 
O INPE acaba de anunciar os dados do PRODES e atesta que o desmatamento na Amazônia atingiu o seu maior índice desde 2008 com mais de 11 mil km2 de florestas destruídas.
Os mesmos dados do INPE informam que o município de Paragominas, Estado do Pará, teve o menor índice de desmatamento de sua história, somente 10 km² (0,05% do território do município), enquanto os municípios vizinhos tiveram números 10 a 20 vezes maiores.
Paragominas cujo território é do tamanho do Estado de Sergipe,
perdeu apenas 10 km² desmatados em 2019-2020. Desse total , cerca de 15% foram desmatamento legalmente autorizado para a extração de bauxita e a área será futuramente completamente restaurada. O restante do desmatamento são resquícios de conflitos fundiários que apesar de terem reduzido no município, ainda persistem em pouquíssimas áreas. Nas áreas privadas, grandes ou pequenas, quase nada foi desmatado.
Os avanços obtidos por Paragominas merecem uma reflexão e reconhecimento. Em 2005 Paragominas perdeu 330 km² de florestas e por essa razão foi incluída na lista dos municípios críticos do desmatamento em 2008. A famosa lista elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente com os 36 municípios responsáveis por grande parte da devastação ambiental da Amazônia. Mas a sociedade organizada de Paragominas resolveu enfrentar o problema e se uniu em torno do desafio de mudar essa história, firmando o pacto local pelo Desmatamento Zero que deu início ao projeto “Município Verde”.
Dois anos depois, em 2010, Paragominas conseguiu sair da lista, atingindo mais de 80% do território municipal incluso no CAR e taxas de desmatamento inferiores a 40 km², critérios exigidos na época, antes da lista ser abandonada como instrumento de regionalização do desmatamento pelo governo federal, o que foi um grande retrocesso.
O importante é que Paragominas não desistiu do compromisso firmado e o pacto local tem se mostrado resiliente ao longo dos últimos 12 anos. Enquanto no restante da Amazônia o desmatamento parece fora de controle, Paragominas segue firme no seu compromisso atingindo a sua menor taxa de desmatamento em 2020.
Por: Adnan Demachki

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