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domingo, 16 de agosto de 2020

Vinhos de Guarda

VINHOS DE GUARDA

  Bom dia.
  Um Bom domingo e  boa semana para todos.
  Certa vez , há muitos anos atrás, eu fui em visita a uma famosa adega em busca de bons vinhos que não encontramos aqui no nosso mercado normalmente. O somelier que me atendeu (mal falava nosso idioma) perguntou inicialmente se eu queria um vinho para consumo imediato ou um vinho de guarda.
  Eu fiquei pensando...... Putz.... os vinhos de guarda (que eu não conhecia) são sempre mais caros e prometem um sabor excepcional. Mas será que eu teria a paciência para abrir uma garrafa de vinho que promete tanto só daqui há alguns anos? Foi qdo eu resolvi chamar esses vinhos de vinhos de tortura. Kkkkkkkkkkkk

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               O QUE VC PRECISA SABER SOBRE VINHOS DE GUARDA

Faz parte do senso comum a crença na expressão “vinho, quanto mais velho, melhor”. Mito ou verdade? Como o assunto hoje é sobre vinhos de guarda, esclareceremos essa e outras questões.

O certo é: vinho é uma bebida delicada e requer cuidados especiais para preservar seu sabor e todas suas sutilezas no paladar e aroma.

Por isso a importância de uma adega climatizada para guardá-lo em temperatura e posição ideais e manter suas propriedades. Mas, armazená-los por quanto tempo?

Bom, vamos começar por responder à questão inicial: não, nem todos os vinhos ficam melhores com o passar do tempo. A maioria deve ser consumida jovem, entre o terceiro e quinto anos de produção. Assim suas propriedades são aproveitadas ao máximo.

Mas há exceções, raridades que devem ser conservadas por décadas para que atinjam seu ápice. Tudo depende da concentração, acidez, taninos e a forma como eles foram produzidos.

O que diferencia vinhos de guarda dos demais?
Basicamente, o que diferencia um vinho do outro é a concentração de alguns compostos, como o tanino, responsável por aquela sensação de secura na boca.

Essas substâncias se desenvolvem com a associação de fatores como tipo da uva, método de cultivo, controle de rendimento da vinha e manipulação do enólogo.

Há processos como a micro-oxigenação, determinada por quantidades mínimas de oxigênio que entram em contato com a bebida, responsáveis por causar reações químicas e desenvolver o vinho de guarda.

Ao longo do tempo essas reações vão refinando o vinho, conferindo maior complexidade de aromas e sabores. Também sua coloração é alterada. Os brancos ganham mais cor, os tintos perdem. Esses vinhos sim se enquadram na definição de “quanto mais velhos, melhor”.

Condições climáticas e geográficas
Já deu para perceber que os vinhos de guarda não muito especiais, logo, mais raros. Não são produzidos em qualquer região.

Além dos fatores que já citamos, são determinantes posição geográfica e topografia, escolha da uva certa cuja cepa se adapta ao solo da região, entre outros. Esses elementos formam o que é classificado como “terroir”.

França
A região de Bordeaux, na França, é de onde saem os mais tradicionais vinhos de guarda do mundo. A classificação de seus produtos é complexa, mas os Grand Cru estão entre os mais cobiçados.

Geralmente os tintos são produzidos a partir da mistura de uvas, entre elas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Petit Verdot, Malbec e Carménère. Os brancos são feitos a partir das uvas Sauvignon Blanc, Semillion e Muscadelle.

Itália
A Itália também produz vinhos de guarda muito apreciados no mundo. Um dos mais conhecidos é o Barolo, do Piemonte, feitos a partir da uva Nebbiolo. Quando jovem, é uma bebida bastante concentrada, encorpada, que seca a boca. À medida que envelhece fica mais leve e ganha sabores especiais.

A mesma região produz ainda o vinho Barbaresco, também com uva Nebbiolo. Por passar menos tempo no barril até chegar à garrafa, é menos concentrado em taninos.

Na região da Toscana é produzido o vinho Brunello di Montalcino, um dos mais apreciados não só na Itália, mas em outras partes do mundo. Ele possui aromas intensos, sabor robusto, com coloração bem escura, uma espécie de rubi escuro.

Com teor de álcool ligeiramente mais elevado que os demais vinhos, o Chianti é produzido em quatro regiões da Toscana. Em sua composição predomina a uva Sangiovese (75%), combinada com Canaiolo, Trebiano Toscano e Malvasia Del Chanti.

Na mesma região, como o próprio nome sugere, são produzidos os vinhos Supertoscanos. São de extrema qualidade, seguem o estilo de Bordeaux e são feitos a partir do corte de duas ou mais uvas, incluindo as clássicas Cabernet Sauvignon e Merlot.

Portugal e Espanha
A Península Ibérica também produz alguns vinhos que podem ser armazenados por mais tempo. É o caso da maioria dos vinhos tintos portugueses, e do popular vinho do Porto. Na Espanha, os vinhos com a indicação Reserva e Gran Reserva estão entre os que resistem à guarda prolongada e aprimoram suas características.

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  Eu hoje tenho 69 anos. Naquela adega, há 11 anos atrás comprei sim um vinho de guarda. Era para esperar 5 anos para abrir a garrafa. Mas abri em São Paulo, com 2 anos, comemorando com minha filha os meus 60 anos. E mesmo assim foi um vinho maravilhoso. Imaginei se tivesse a paciência e coragem de ser "torturado" por mais 3 anos...

Abaixo alguns vinhos de guarda existentes no mercado.
Por: Milton Trindade Filho

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