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sexta-feira, 20 de março de 2020

Prefeitura e agências da ONU discutem medidas de proteção dos Warao da covid-19

Embora ainda não haja casos suspeitos ou confirmados de refugiados e migrantes venezuelanos infectados pelo novo coronavírus em Belém, medidas preventivas foram discutidas na manhã desta quinta-feira, 19, entre agências da Organização das Nações Unidas (ONU), a Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Papa João XXIII (Funpapa) e da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), e a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa). A reunião ocorreu na Casa da ONU, localizada no bairro de Nazaré.
Durante a reunião com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) foram apresentadas propostas de estratégias e ações de prevenção para proteger a população indígena venezuelana da etnia Warao da pandemia de covid-19, visto que doenças respiratórias tem sido historicamente a principal causa de mortalidade entre povos indígenas.
“Nos colocamos à disposição, enquanto agências da ONU, para colaborar com as autoridades locais na elaboração de um plano de contingência para os abrigos indígenas, bem como na sensibilização da comunidade venezuelana por meio da produção e disseminação de material informativo multilíngue”, disse a chefe de Escritório do Acnur em Belém, Janaina Galvão.
Entre as contribuições do Acnur está ainda a doação mais de 1.000 kits de higiene para a Funpapa, destinados aos indígenas, além de 20 lonas que poderão ser utilizadas para ampliar as áreas cobertas dentro do abrigos, permitindo um maior distanciamento entre as pessoas agora na época da chuva.
A psicóloga Rita Soares, que atua do Consultóriona Rua da Sesma, destacou a necessidade de monitoramento mais intenso dos Warao. “Por se tratar de uma população vulnerável com grande mobilidade no município, precisamos trabalhar na perspectiva da urgência e emergência. Vamos intensificar as atividades de educação em saúde com enfoque nas medidas de prevenção de transmissão: lavagem das mãos e higiene, elaboração de material em idioma warao, escrito e audiovisual para democratização das informações sobre a doença”, disse.  
“Quanto à assistência, estamos tomando as devidas providências para que os refugiados permaneçam o maior tempo possível dentro dos abrigos através do fortalecimento comunitário com suporte alimentar, higiene pessoal e limpeza, assim como adequação da estrutura do espaço para melhorar a higiene do grupo”, disse a diretora geral da Funpapa, Eduarda Louchard.


Texto:
Márcia Moraes

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