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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Pará cria comitê de prevenção ao coronavírus

Na próxima semana a Sespa deve informar um fluxograma de casos suspeitos e a lista de hospitais de referência para o atendimento

O Comitê Técnico Assessor de Informações Estratégicas e Respostas Rápidas à Emergência em Vigilância em Saúde, criado para monitorar casos suspeitos de coronavírus no Pará, se reuniu na última quinta-feira, 30, para definir as primeiras ações nas áreas de vigilância, prevenção e controle da epidemia no estado. 

Na próxima semana, deverá ser informado um fluxograma de atendimento de casos suspeitos, com divulgação da lista de hospitais que serão referência em cada região de saúde, uma vez que é impossível considerar como referência apenas o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), localizado em Belém, por ser referência em Infectologia e Pneumologia dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Neste momento, todos os casos suspeitos de Coronavírus devem ser notificados de forma imediata (até 24 horas) pelos profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento, às Vigilâncias Municipais ou ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Estadual (Cievs/PA) pelo telefone (91) 99179-1860 ou pelo e-mail: cievs@sespa.pa.gov.br.

Segundo o secretário de Saúde, Alberto Beltrame, a primeira medida da Sespa, foi a criação do Comitê Técnico Assessor, destinado a articular órgãos da administração estadual com o governo federal e entidades públicas e privadas, para dar condições ao Sistema de Saúde de responder a uma eventual chegada do coronavírus ao território paraense.

"Estamos cuidando da prevenção, da identificação precoce dos casos e, sobretudo, do tratamento das pessoas que venham a contrair o coronavírus. Estamos tomando todas as providências adequadas para proteger a saúde das pessoas diante de uma eventual chegada do coronavírus aqui no Pará", disse.

A Sespa também informou que as reuniões ordinárias do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e a reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) foram antecipadas para os dias 5 e 6 de fevereiro, em Brasília (DF), para que os gestores estaduais e municipais de Saúde possam se reunir com o Ministério da Saúde e receber informações e esclarecimentos sobre que tipo de apoio o MS garantirá aos estados no que tange à aquisição de equipamentos e materiais para uso dos profissionais durante a assistência a casos suspeitos.

A preocupação é maior porque, segundo o diretor de Vigilância em Saúde, Amiraldo Pinheiro, se trata de um vírus novo e há muitas dúvidas sobre como será seu comportamento no Brasil. "Não existe antiviral e nem vacina contra o coronavírus", enfatizou. Pinheiro lembrou que quando o H1N1 surgiu havia pelo menos perspectiva real de vacina.

Um Plano Estadual de Contingência está sendo elaborado com base no nacional, no qual cada setor é responsável pelo detalhamento da sua área de atuação.

Suspeita 

De acordo com o Ministério da Saúde, é considerado caso suspeito de infecção humana pelo 2019-nCoV o indivíduo que apresentar: 

1- Febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais, entre outros), e histórico de viagem para área com transmissão local, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas;

2-  Febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) e histórico de contato próximo de caso suspeito para o Coronavírus (2019-nCoV), nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; 

3- Febre ou pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) e contato próximo de caso confirmado de Coronavírus (2019-nCoV) em laboratório, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.

Fonte: Agência Pará
Crédito: Divulgação Infraero

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