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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Comerciários pedem INCP e mais 5% de reajuste salarial no Pará


 Presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Bens e Serviços dos Estados do Pará e Amapá (Fetracom) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT), José Francisco Pereira

Os trabalhadores do comércio e serviços do Pará já estão em campanha salarial visando a data-base de 1º de março. Eles reivindicam a reposição das perdas com a inflação (INPC) mais 5% de aumento real para recompor o poder aquisitivo do ano passado. A categoria representa 350 mil trabalhadores no comércio lojista, de supermercados, materiais de construção e serviços, superando, inclusive, o funcionalismo do Estado e dos municípios.

Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Bens e Serviços dos Estados do Pará e Amapá (Fetracom) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT), José Francisco Pereira, até o próximo dia 30, terão sido realizadas cerca de 26 assembleias gerais em todo o Pará. A primeira delas ocorreu em Rondon do Pará e a última será em Ananindeua, envolvendo os mais variados sindicatos do setor de Comércio e Serviços.

Zé Francisco explica que, apesar das demissões ocorridas nos últimos dois anos, o setor se recuperou economicamente, ativando a geração de emprego e renda, voltando a contratar, aumentando a jornada de atividades dos empregados, aliado à chegada de novos empreendimentos como redes supermercadistas, lojas e magazines, além de materiais de construção e aberturas de postos de revenda de combustíveis. No entanto, o município onde os trabalhadores ainda recebem um salário melhor é Castanhal, cujo piso gira em torno de R$ 1.400,00 mais o ticket alimentação. Nos demais municípios, incluindo Belém, os salários continuam “congelados”. “Belém, a nossa capital, a nossa metrópole da Amazônia, em termos de salários dos trabalhadores comerciários, está muito atrás de várias outras capitais, várias outras regiões metropolitanas e até de outros municípios paraenses. Tem ambientes de trabalho onde os comerciários não têm, sequer, água potável ou banheiro”, disse o sindicalista, lembrando que o salário-base está em R$ 1.232,00, com apenas algumas empresas pagando o ticket-alimentação de R$ 250,00.

Todavia, Zé Francisco afirma que já ocorreram alguns avanços. No Comércio, os lojistas já fizeram um acordo aumentando o ticket-alimentação para R$ 299,00. “Mas isso não basta! O trabalhador comerciário já provou que é capaz, que é competente, que está disposto a trabalhar, mas o salário não ajuda. O comércio cresceu seu faturamento em cerca de 10%, apesar da grande carga tributária e vendeu tudo o que colocou à exposição. Então, não tem desculpas para não reajustar o salário de seus trabalhadores e é por isso que estamos chamando os sindicatos patronais para a mesa de negociação”, acrescentou Francisco, que espera, neste ano, um sinal positivo dos patrões, baseado na recuperação da economia que vem sendo demonstrada pelo governo e que “é um fato indiscutível quando verificamos os mais variados setores do comércio com a chegada de novas lojas, de novos empreendimentos e da queda das demissões”.

Por:Roberto Barbosa
Jornalista Profissional -DRT-PA 1099
Especializado em jornalismo ambiental (FGV)



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