Você ter cereteza que conheçe o nordeste brasileiro? - JORNAL PASSAPORTE

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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Você ter cereteza que conheçe o nordeste brasileiro?

Desculpem o desabafo, mas quando chamarem você de nordestino, em vez de ter raiva, tenha é inveja. Enquanto eles crescem apesar da seca, dos polícos e e toda a (má) sorte de problemas, nós ecolhemos sob o vaticínio de ser a "terra do já teve". E pior, nos conformamos com isso! Já tivemos obras maravilhosas que se acabam, mal cuidadas e desrespeitadas pela população que não recebeu formação para ser "cidadã". Aqui, tudo se destrói, pela simples falta de amor e de ter o que fazer. Empurramos os turistas para longe e eles seguem em direção à Manaus. Nossos serviços não fidelizam ninguém. Parece que nos adaptamos à miséria, afinal, aqui ninguém morre de fome. Ah, que inveja! E o que fazem, orgulhosos "nortistas" ? Reclamam. Reclamam enquanto jogam lixo pela janela. Reclamam enquanto fazem festa de aparelhagem até o amanhecer, no meio da lama. Reclamam enquanto emporcalham a praça de alimentação para aplaudir o jornal que ignora o Pará o ano inteiro e ainda pergunta à jovem e competentíssima apresentafora -"Você é mesmo de...?". E "toma-te" aplausos. Adoramis o sul maravilha. Adoramos ser colonizados. Vergonha. O Nordeste segue, sem tempo à perder. E o Pará, tira uma sesta para amargar o retrocesso, passa o ano esperando pelo Círio - e olhe lá , e rezando para as coisas melhorarem . Depois, ouviremos que "as vendas firam aquém do esperado". Somos especialistas em "esperar". Somos potencialmente ricos -riquíssimos- e vivemos numa terra sem oportunidades, onde a esperança é trabalhar para o governo que, a cada alternância, manda gente experiente para o "olho da rua" para nomear cabos eleitorais sem nenhum conhecimento. Montam-se negócios que fecham rapidamente. Poucos sabem pavimentar caminhos do lucro e do sucesso.Fazer concurso passou a ser objetivo de vida dos mais jovens. Ou partir para sempre. No Pará, os vôos internacionais são cancelados e as distâncias, só aumentam. Os consulados fecham e se mudam para Fortaleza. Ou Manaus. As Forças Armadas, já não mantém os comandos regionais em Belém. E nossos representantes? Não tenho ideia. O Pará possui riquezas minerais, imensuráveis, então tá. E nós? Ricos? Ouço falar nisso desde que nasci. E os poderosos, são sempre os mesmos, dinastias milionárias que nunca trabalharam. Nunca bateram ponto. Os poucos empresários sérios, que não mantém relações promíscuas com o governo, já não vivem felizes, empresas encolhem e os políticos, crescem despudoradamente. Amo tanto minha terra, que dói na alma ver que o destino não nos sorri.E nós não sabemos forjar esse destino. Forjar sim como o ferro e como o aço. Até quando Nossa Senhora vai suportar todas as nossas expectativas? Ah, Senhora, como dói. ( Vera Cascaes é paraense e indignada)

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