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domingo, 6 de outubro de 2019

Paraense escolhido por Bolsonaro para comandar o Fisco, confrontou Jader Barbalho

No dia 18 de setembro um paraense passou a integrar o alto escalão do governo Bolsonaro. Trata-se de José Barroso Tostes Neto nomeado para a Secretaria da Receita Federal. Ele assumiu o lugar de Marcos Cintra, demitido por tentar recriar a CPMF.

Com um currículo invejável, José Toste foi Secretário da Fazenda no governo de Jatene e foi responsável por recuperar as contas públicas do Pará após o desastroso governo de Ana Julia (ex-PT, hoje no PC do B). Saiu em 2014 após ser convidado para ser consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A indicação de José Toste ao cargo é uma indicação técnica. Diferente de Marcos Cintra, Tostes fez carreira no Fisco. É respeitado lá dentro.

Um dos seus maiores feitos na carreira, foi ter enfrentado e desbaratinado a quadrilha que surrupiou recursos públicos da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM).

À frente da Receita Federal da segunda região, que abrange os estados da Amazônia, José Tostes em parceria com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal,mapeou o esquema envolvendo a SUDAM e que tinha ramificações na política.

José Tostes contrariou os interesses de duas oligarquias vizinhas e poderosas: a de José Sarney e Jader Barbalho.

No Maranhão, Toste ajudou a desmontar um empreendimento irregular, chamado Usimar, que era apoiado pela então governadora Roseana Sarney, filha de José Sarney.

No Pará, Tostes investigou os negócios de Jader Barbalho. Sob sua administração, o Fisco impôs acusações na ordem de R$ 30 milhões na época para o pai de Helder Barbalho.

Com a fama de auditor austero entre os amigos, José Tostes ganhou o respeito dentro da instituição que fez carreira.
Fonte:Pará WEB

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