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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Governo do RN decreta situação de emergência por causa de incêndios florestais

Incêndio florestal atinge mata na zona rural do município de Portalegre, no RN
Medida considera danos provocados pelo fogo à fauna e à flora nos municípios de Portalegre e Viçosa. Documento tem validade de 90 dias.
O Governo do Rio Grande do Norte anunciou um decreto situação de emergência nos municípios de Portalegre e Viçosa, com validade de 90 dias, por causa do aumento do número de incêndios florestais na região. O texto será publicado em edição extraordinária do Diário Oficial ainda nesta quarta-feira (9).

Além do aumento do número de incêndios, a medida considera "os graves danos provocados à fauna e à flora, a dificuldade na recuperação natural das áreas devastadas pelo fogo, agravamento da situação hídrica do Estado e o impacto socioeconômico no setor agropecuário".

O documento permite ao Corpo de Bombeiros contratar, com dispensa de licitação, as obras e os serviços necessários a mitigar as consequências provocadas pelos incêndios, além de compra de materiais e equipamentos para combate às queimadas. Também poderão ser adotadas medidas preventivas junto aos municípios, dentre elas a formação e treinamento de brigadas de incêndio e ações educativas para a população.

O combate ao fogo na serra do município de Portalegre ultrapassou as 40 horas nesta quarta-feira (9). Segundo o Corpo de Bombeiros, 20 militares estavam trabalhando no local com a ajuda de voluntários, carros-pipa e máquinas cedidos pela Prefeitura.

Mais 20 bombeiros foram enviados à cidade para reforçar o combate ao incêndio. Já a equipe da Defesa Civil que está na região trabalha junto às coordenadorias de Defesa Civil de Portalegre e de Viçosa. Um plano de ação que inclui o uso de drone para levantamento da área atingida e mapeamento dos locais de mais fácil acesso aos focos de incêndio foi elaborado.

Somente em outubro, até esta terça-feira (8), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 60 focos de incêndios no Rio Grande do Norte. Em agosto e setembro foram 52 e 81, respectivamente, contra um foco em junho e quatro em julho.

De acordo com o governo, o último trimestre do ano é o período mais quente, com baixa umidade relativa do ar, aumento da intensidade dos ventos e, consequentemente, mais propício ao surgimento de focos de incêndio.

Por:G1RN
Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Um comentário:

  1. Triste essa situação. Ninguém esta livre de viver isso né... /acho lamentavél.

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