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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Entre tentação e religião, doces conventuais dão fama a cidades de Portugal

Pastel de nata em Portugal
Que o ouro, as navegações e as especiarias foram sinais de poder, muita gente já sabe. O que poucos imaginam é que clara de ovo também já teve este status. Durante os séculos 18 e 19, Portugal era o maior exportador do produto no mundo, que era usado para engomar as roupas elegantes de toda a Europa e também para purificar os vinhos. Mas o que se fazia com tantas gemas que sobravam? No início, elas iam para a alimentação de animais. Com o tempo, porém, foram encontrando lugar dentro de comunidades religiosas e se tornaram o ingrediente principal dos doces portugueses
Símbolo nacional Os doces eram à base de gemas, açúcar (que chegava do Brasil) e amêndoas, misturados com coco, baunilha, canela e outras especiarias. Os nomes remetiam ao cotidiano delas, como queijinho do céu, barriguinhas de freira, bolo do paraíso, fatias de Santa Clara e manjar celeste. Inicialmente consumidos internamente ou dados aos viajantes e às famílias mais nobres, foi por problemas financeiros que os doces ganharam a chance de se espalharem pelo mundo. Após Dom Pedro I (que era IV por lá) acabar com as Ordens Religiosas, no começo do século 19, a venda dos quitutes se tornou uma maneira de sobrevivência desses lugares. As receitas secretas eram passadas oralmente 
entre as gerações. Muitas só foram ser descobertas séculos depois. Hoje, tornaram-se marca registrada das cidades, como os Ovos Moles de Aveiro, o primeiro doce com a distinção da União Europeia de indicação geográfica protegida
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Fonte:UOL
Imagem: Getty Images

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