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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

"O turismo, ou seja, viajar com o objetivo de apreciar a viagem e nenhuma outra finalidade, começou durante o período do romantismo, no final do século 18", explica o professor Hasso Spode, diretor do Arquivo Histórico de Turismo da Universidade Técnica de Berlim, ao afirmar que esse início se deu quando poetas e artistas descobriram a beleza da natureza e começaram então a inspirar as viagens em massa.

Mas, apenas alguns anos antes, em uma viagem para a Itália, o historiador de arte Johann Joachim Winckelmann (1717-1768) relatou insistentemente como as janelas de seu coche precisavam ser cobertas para poupá-lo da "paisagem horrível.“

Por outro lado, em seu próprio espaço temporal, Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) visitou a Itália pela primeira vez, quando esse era um passatempo pelo qual poucos podiam pagar, exceto os nobres e seus filhos que passavam até um ano em países diferentes, refinando costumes sociais, educando-se.

Dessa forma, Goethe desenvolveu a teoria de que "uma pessoa inteligente recebe a melhor educação ao viajar" e isso é interpretado como o primórdio do turismo.

Além dos relatos de Goethe, que podemos encontrar em Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister, devemos também considerar que o passado do turismo, especialmente no Brasil, pode estar na descrição de um importante viajante, que há mais de 1500 anos integrou as expedições exploradoras e colonizadoras empreendidas pelos portugueses.

Sim, é fonte para compreendermos as sensações, os deslumbramentos e expectativas de um viajante o documento que é considerado a “certidão de nascimento” do Brasil, a carta de Pero Vaz de Caminha, hoje guardada a sete chaves no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa (Portugal), mas que em 2000, na comemoração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, integrou as exposições no Rio de Janeiro, em São Paulo, Brasília e Salvador.

Os autores acima citados, são inspirações para que também tenhamos a pretensão de narrar o turismo e interpretar os Destinos da Amazônia.

Por:Benigna Soares

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