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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Greve dos Correios: veja como emitir segunda via de contas pela internet

O movimento de clientes em grande parte das agências bancárias da Região Metropolitana de Belém (RMB) ontem, durante o primeiro dia de paralisação dos trabalhadores que atuam nas instituições financeiras públicas e privadas, foi tranquilo. De acordo com informações do Sindicato dos Bancários do Pará, todas as unidades e postos de atendimento da RMB foram fechados. O fluxo de pessoas nos correspondentes bancários, como centros lotéricos e farmácias, ao longo do expediente de ontem, também não foi intenso. Os caixas eletrônicos funcionaram normalmente, assim como o serviço de compensação de cheques, segundo garantiu a presidente do Sindicato que congrega a categoria, Rosalina Amorim. Embora a paralisação tenha alcançado todos os estados brasileiros, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), até ontem, não se manifestou quanto a uma nova rodada de negociação. 



A manhã de ontem começou com piquetes em várias unidades bancárias da RMB. Com um discurso enérgico, Rosalina conclamou a categoria a participar do movimento, já que a greve enquadra não apenas as questões salariais, mas também a oposição ao Projeto de Lei 4.330, que dispõe sobre as terceirizações - fantasma que amedronta a categoria bancária. 'É preciso perceber que os bancários estão ameaçados e esta luta não gira em torno apenas de questões econômicas e sim para cobrar a derrubada do PL 4.330. Essa greve é para manter as nossas diretrizes. Os companheiros que ainda não aderiram a esta paralisação estão sendo escravizados e jamais terão reconhecidos seus esforços', dispara. 

A presidente do sindicato assegura que, no primeiro dia de greve, 60% dos funcionários cruzaram os braços. 'Este número deve aumentar com o passar dos dias, até porque fechamos 100% das agências na Grande Belém', avisa. Ainda assim, para manter a legalidade da greve, a categoria estipulou que 30% dos funcionários continuem na ativa, porém, apenas nas atividades administrativas, ou seja, com as portas dos bancos fechadas para os correntistas. 'Esta é uma forma de pressionar os patrões, para que avancemos com as negociações. Não é do nosso interesse prejudicar à população, muito pelo contrário, estamos lutando por mais segurança nas agências e maior número de funcionários - o que vai permitir um atendimento mais humanizado. Sabemos que, somente no primeiro semestre deste ano, os banqueiros lucraram  mais de R$ 30 bilhões, o que nos faz acreditar que sim, é possível atender nossas solicitações', assevera. Ela informa ainda que na manhã de hoje, os profissionais da educação e os empregados dos Correios se agregam aos bancários - já que as três categorias estão paralisadas -, para fazer um grande ato, a partir das 9 horas, na confluência das avenidas Gaspar Viana e Presidente Vargas. 

Basa - A pauta de reivindicações dos funcionários do Banco da Amazônia vai um pouco além das demandas solicitadas pela categoria junto à Fenaban. Pelo menos é o que afirma o presidente da Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (Aeba), Silvio Kanner. 'Queremos o fim da lateralidade, uma política digna de financiamento de saúde para os funcionários e a solução para a nossa defasagem salarial, já que ganhamos 30% a menos que os empregados do Banco do Brasil e da Caixa Econômica', pontua. 

Kanner avalia positivamente o primeiro dia de greve, já que houve uma adesão por parte dos empregados acima das expectativas. Para a pedagoga Daniele Queiroga, a paralisação dos bancários não afetará sua vida. 'Hoje em dia, com tanta tecnologia, ninguém mais é tão refém dos bancos, como era antigamente. Além dos caixas eletrônicos, temos a internet e os correspondentes bancários, ou seja, só os casos extremos não são resolvidos por estes meios', afirma. Já a servidora pública Rosângela Santos se diz descontente com a greve. 'Todo ano, neste período, é a mesma coisa. Recebi um cheque nominal e estou tentando trocar imediatamente para pagar a fatura do meu cartão (de crédito) e liberar para as compras, mas vou ter que esperar as 48 horas da compensação, graças à esta greve', reclama.  

Empregados dos Correios continuam de braços cruzados pelo 2º dia

Sem nenhum aceno da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) após o segundo dia de paralisação, os empregados da estatal que atuam no Pará continuam de braços cruzados, por tempo indeterminado. A categoria tenta evitar que a decisão sobre a campanha salarial deste ano chegue ao dissídio coletivo de trabalho, porém, a diretoria da Empresa dá sinais de que não pretende mais negociar com os trabalhadores. Enquanto as partes aguardam que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) agende a data do julgamento do dissídio, as agências dos Correios permanecem com um baixo fluxo de clientes. O prazo de entrega de cartas e de correspondências, segundo aponta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Pará (Sintect-PA), Paulo André Silva, deve sofrer retardo a partir desta semana. Ele também assegura que, por conta da greve, os serviços de entrega rápida, o Sedex, foram suspensos. 



Paulo André destaca que mais de 70% da categoria aderiu à greve em todo o Estado, sobretudo na Região Metropolitana e Belém e nos grandes centros, como Castanhal, Marabá, Tucuruí, Santarém e Parauapebas. 'Hoje temos um grande efetivo parado, ou seja, prejuízos não há como não ter. E estes impactos serão percebidos com maior evidência a partir do terceiro dia de greve, quando as correspondências começarem a atrasar', avisa. Ele também afirma que a ETC ajuizou o dissídio junto ao TST. 'É mais uma prova de intransigência do governo, já que não houve acordo na audiência de conciliação realizada terça-feira passada', dispara. André lamenta a falta de diálogo, e diz que a categoria pretende negociar com a Empresa antes de chegar ao dissídio. 

Ele assegura que a greve do ano passado, que durou 21 dias, implicou prejuízo de R$ 400 milhões. Os trabalhadores solicitam a reposição da inflação com reajuste de 7,13%, e mais 15% de ganho real nos salários. A categoria propõe também a incorporação de R$ 200 no piso salarial. Outro ponto solicitado pelos empregados da estatal é a negociação das perdas salariais - pois, segundo os cálculos do Sintect-PA, há uma defasagem de 20% nos últimos 18 anos. 

A classe reivindica ainda a inversão do horário de entrega de correspondências, passando a ocorrer pela manhã, em detrimento do período vespertino. Além disso, os empregados dos Correios lutam pela homologação das portarias de anistia, que reintegrará cerca de dois mil funcionários, demitidos nos últimos anos, motivado, segundo o Sindicato, por questões políticas. 'Estamos com pendência de mão de obras, e estas reintegrações resolveria completamente este problema', conclui. 

Os Correios apresentaram como proposta o reajuste nos salários em 8% e a concessão de aumento na ordem de 6,27% para os benefícios pagos aos funcionários (vale alimentação, auxílio creche e auxílio para os empregados que possuem filhos especiais). Para o gerente de atendimento Marco Antônio Costa, 43, a greve vai atrapalhar seus planos. 'Precisei fazer uma postagem em grande escala de boletos de cobrança, e provavelmente chegarão vencidos nas casas dos destinatários. Com isso, teremos todo um ajuste a ser feito em nosso banco de dados, para que não tenhamos problemas, nem com os consumidores, nem com os fornecedores', explica. 

Fonte: O Liberal
Fotos: Ary Souza

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