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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Comitiva de ministros vai à Amazônia se reunir com governadores

Pará recebe comissão interministerial para dialogar sobre o meio ambiente
Governadores da Amazônia Oriental se reúnem, neste momento, com uma comitiva formada por nove ministros e coordenada pelo chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, realizada no Hangar Centro de Convenções da Amazônia. O ministro informou que o encontro foi uma decisão do presidente da República, Jair Bolsonaro, que recebeu, na última semana, os representantes dos estados.

"Na reunião, os governadores apresentaram uma série de ações estruturantes que há tempos necessitavam ser feitas, a fim de incentivar a produção e fortalecer a proteção do meio ambiente. Esse equilíbrio é importantíssimo", afirmou Lorenzoni. Entre os ministros participantes estão o da Agricultura, Tereza Cristina, e do Meio ambiente, Ricardo Salles.

O governador do Pará, Helder Barbalho, foi o primeiro a explanar sobre a realidade na Amazônia e o plano síntese de ações para o desenvolvimento sustentável do Estado. Foram apresentadas seis ações imediatas e estruturantes para a região. "Precisamos agir para não viver futuramente com essa realidade. O que acontece em 2019 se difere pela ampliação dos registros, porém não é possível afirmar que os incêndios e as queimadas na Amazônia tenham começado esse ano", pontuou.

Entre as ações apresentadas estão:

- Definição de áreas prioritárias para prevenção e controle de crimes ambientais: BR-163 (Novo Progresso e Altamira) , Xingu (BR-230) e Xingu ATM/SFX. As três regiões compõem mais de 90% dos focos de queimadas;

- Criação de polos de justiça agroambiental integrada, para que os crimes ambientais sejam punidos;

- Criação da sala de situação para emergências ambientais na Amazônia legal;

- Organizar um fluxo de informações em tempo real;

- Monitorar e dar resolutividade;

- Identificar e legalizar a questão fundiária;

- Fortalecimento do Fundo Amazônia e execução das ações planejadas.

"Esses são pontos centrais que podem potencializar o agronegócio e, ao mesmo tempo, impedir o crescimento desordenado e ilegal na Amazônia", acrescentou o governador do Pará.

Em seguida, Waldez Góes expôs a realidade do Amapá. "Essa pode ser uma oportunidade única para nós estabelecermos uma agenda permanente, para criar ações de combate, monitoramento e punição e, ao mesmo tempo, pactuando uma comunicação permanente e direta no trabalho a longo prazo. É hora de criar a sala de situação, monitorar em tempo real, integrar e interagir", afirmou.


Os governadores de Mato Grosso, Mauro Ferreira, e do Tocantins, Mauro Carlesse, foram os últimos a se pronunciarem. A reunião ainda está em andamento.


Onyx Lorenzoni, que coordenará a comitiva, destacou a importância do diálogo com as autoridades locais na busca de soluções para a região.
Começa hoje (2) a viagem da comitiva ministerial que vai se reunir com os governadores da Região Amazônica.

Os encontros devem ocorrer em duas etapas: em Belém, nesta segunda-feira (2), e em Manaus, na terça-feira (3).

Na última terça-feira (27), os governadores dos estados que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) entregaram ao presidente Jair Bolsonaro propostas para um planejamento estratégico que leve ao desenvolvimento sustentável da região, entre as quais a regularização fundiária e a retomada da cooperação internacional, especialmente o Fundo Amazônia.

Bolsonaro reuniu os chefes de Executivo estaduais, no Palácio do Planalto, para discutir as ações de combate às queimadas na região.

Em nota, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que coordenará a comitiva, destacou a importância do diálogo com as autoridades locais na busca de soluções para a região.

“O presidente, depois de receber aqui no Planalto os governadores da Amazônia Legal, determinou que fôssemos até lá para ouvir as demandas e, juntos, buscar soluções para as questões que envolvem a região, levando em conta a especificidade de cada estado”.

Onyx afirmou que, além da preservação da Floresta Amazônica, o governo quer também estimular o desenvolvimento econômico da região.

“Queremos equilibrar preservação com produção”.

Participam da comitiva, além do chefe da Casa Civil, os titulares do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Secretaria-Geral da Presidência, Secretaria de Governo, dos ministérios da Defesa, Agricultura, do Meio Ambiente, da Mulher, Família e dos Direitos Humanos e de Minas e Energia.

Líderes sul-americanos
Na sexta-feira (6), líderes de países sul-americanos vão se reunir para discutir uma política única de preservação da Amazônia e de exploração sustentável da região.

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, o encontro deve ocorrer em Leticia, cidade colombiana que faz fronteira com o Brasil em Tabatinga, no Amazonas.

A informação foi divulgada depois que Bolsonaro se reuniu com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, na última quarta-feira (28), para tratar de questões ambientais e conversar sobre a participação do chileno, como convidado, na reunião do G7 (grupo dos países mais industrializados do mundo – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) na segunda-feira (26), em Biarritz, na França.

“Eu havia solicitado por ele alguns dias antes, assim como outros chefes de Estado, que levasse a palavra do Brasil sobre o momento que estávamos vivendo [de queimadas na Amazônia]. E ele, com muita maestria, muito companheirismo, levou nossa posição de forma individual a todos os integrantes do G7. O que nós mais queremos é restabelecer a verdade sobre o que está acontecendo na Amazônia”, disse Bolsonaro após o encontro.
Por:Conexão Política

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