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terça-feira, 24 de setembro de 2019

As quatro vezes em que Helder ajudou a destruir a Amazônia

Pouco antes de começar a escrever este texto, começou a tocar em meu “spotify” a música do Cazuza “O tempo não Para”, um dos clássicos do Rock nacional cujo trecho ” tuas ideias não correspondem aos fatos” continua muito bem representando o Brasil de hoje, no qual discurso e prática não estão alinhados; em que tudo parece mais do mesmo e que o regime vigente continua a ser igualzinho ao que era antes, ainda que use discurso limpinho, passado e engomado.

O governador Helder Barbalho se encaixa perfeitamente neste contexto quando vende uma imagem de protetor da floresta e do meio ambiente, todavia, na prática, age de forma exatamente contrária. Uma espécie de “ambientalista de Taubaté”

Por isso, elencamos 4 situações que destroem por completo esta imagem de salvador da Amazônia que Helder faz tanta questão de vender para o Brasil e para o mundo.

1 – Helder é investigado por irregularidades no lixão de Marituba

Helder é investigado, dentro da operação Gramacho, por ser supostamente sócio da empresa que administra o Aterro Sanitário de Marituba, na Região Metropolitana de Belém (Veja aqui). O nome do então ministro aparecia em uma conversa entre um dos alvos da investigação, Claudio Toscano, então diretor do aterro de Marituba. Mas os alvos da investigação eram as empresas Solvi, Vega e Guamá Tratamento de Resíduos e pessoas físicas que atuam na direção do empreendimento Central de Processamento e Tratamento de Resíduos (CPTR), em Marituba. Há vários indícios de crimes ambientais cometidos por essas empresas.

No início deste ano o Supremo Tribunal Federal (STF) negou pedido da defesa de Helder Barbalho para retirar do processo referências ao seu nome e de seu pai, Jader Barbalho, das investigações sobre o Aterro Sanitário de Marituba.

2 – Helder teria autorizado ponte dentro de área ambiental em Itaituba

No mês passado, em meio as turbulências envolvendo a questão das queimadas na Amazônia, o programa Fantástico da Rede Globo exibiu uma longa reportagem especial sobre o assunto. O Pará foi o foco desta reportagem.

Um dos pontos mais polêmicos da matéria, foi o flagrante da construção de uma ponte em madeira de quase 400 metros dentro da Floresta Nacional do Jamaxim. A estrutura seria usada para escoar madeira ilegal extraída de dentro da unidade de conservação.

A ponte estaria sendo financiada por empresários do setor madeireiro da região e teria apoio do prefeito de Itaituba, Valmir Climaco (MDB), aliado político de Helder.

Helder Barbalho concedeu ao prefeito de Itaituba a honraria “Medalha do Mérito Tiradentes” por relevantes serviços prestados à causa pública no Pará.

Ao ser questionado sobre a ponte (veja aqui), o prefeito disse que recebeu aval do governador Helder Barbalho para construção da ponte. “Eu falei com o governador e licenciei a ponte. A Prefeitura tem poderes pra licenciar isso. Eu falei com o governador e disse que a obra está licenciada porque ela não está dentro de uma reserva florestal, mas sim de uma rodovia estadual”, afirmou.

O governo do Pará, obviamente, negou a afirmação do prefeito.

3 – Helder sanciona lei que favorece grilagem e desmatamento

Em julho deste ano, Helder Barbalho sancionou a nova lei de regularização de terras no Pará. Segundo ambientalistas, especialistas e Ministério Público Federal (MPF), a nova legislação estadual poderá estimular as ocupações ilegais ao autorizar a venda de grandes áreas de floresta e alterar critérios para liberação de títulos de terras.

De acordo com a nova legislação, é possível pedir a titularidade da terra sem estar morando ou produzindo na área, bastando apresentar um plano informando que tipo de atividade será desenvolvida.

O MPF disse que está acompanhando o caso e não descarta a possibilidade de solicitar junto à Procuradoria Geral da União (PGU) uma ação de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Cerca de 60 organizações pediram para que Helder Barbalho vetasse integralmente o projeto de lei (veja aqui), sem sucesso.

4 – Helder Barbalho negou ajuda da PM do Pará para ações do IBAMA

Em denúncia feita ao Ministério Público Federal (MPF) pelo IBAMA, o governo do Pará negou ajuda para ações de fiscalização e combate a crimes ambientais no estado.

Foram ao menos quatro pedidos negados. A secretaria de Segurança Pública do Pará, alegava que era necessário um convênio legal para participar dessas ações, mas o MPF rebateu dizendo que há sim previsão legal –tanto na Constituição como em uma lei complementar– para que esse apoio seja assegurado, assim como não há qualquer necessidade de convênio para que isso ocorra. A proteção do meio ambiente é uma competência comum entre todos os entes federados

O MPF destaca ainda que, se “não fosse a negativa da PM de suporte ao Ibama, o evento que ficou mundialmente conhecido como ‘Dia do Fogo’ poderia ter sido minorado ou até mesmo evitado, além de diversas outras situações de riscos e de afetação direta à integridade da biodiversidade do país” (Veja aqui)https://parawebnews.com.br/helder-pode-ter-culpa-pelo-dia-do-fogo-mpf-investiga/

Fonte:Pará Web

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