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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Ilha do Marajó no Pará é opção para quem curte belezas naturais e exóticas

Praia do Pesqueiro na Ilha do Marajó é um dos destinos mais bonitos para o turista visitar. — Foto: Reprodução/O Liberal
Impossível falar do Marajó e não dar destaques para as praias que fazem desse um dos destinos mais procurados pelos turistas.
A região litorânea que guarda as mais lindas paisagens é o lugar perfeito para quem busca calmaria. Considerado um destino exótico por muita gente, a Ilha de Marajó, possui o título de maior ilha fluviomarinha do mundo, surpreende com belezas naturais incríveis e lendas cheias de mistérios. As cidades de Soure e Salvaterra são os principais destinos turísticos.

O mês de julho é o conhecido “Verão Amazônico” e, através do projeto “Minha Praia”, o G1 Pará divulga os principais balneários do estado. Neste ano, cinco reportagens vão mostrar alguns dos destinos mais procurados pelos veranistas que buscam lazer, diversão e cultura, mas também a tranquilidade bucólica das ilhas que ficam próximas de Belém.

A Ilha do Marajó é dividida em 12 municípios: Santa Cruz do Arari, Afuá, Anajás, Breves (a capital da Ilha de Marajó), Cachoeira do Arari, Chaves, Curralinho, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, São Sebastião da Boa Vista e Soure. As principais cidades da Ilha de Marajó, são Salvaterra, Soure e Cachoeira do Arari, na parte oriental da ilha, mais perto de Belém, região onde vive a maioria dos 250 mil habitantes do Marajó.

Como chegar?
A balsa é o meio de transporte mais comum entre Belém até a Ilha de Marajó, e vice-versa. Para passageiros sem carro o embarque pode ser feito pelo Terminal Hidroviário, localizado na avenida Marechal Hermes, no Armazém 10 da Companhia das Docas. A saída de barco para Porto Camará (Salvaterra) acontecem às 6h30 e 14h30. Nos domingos, só às 10h. Já a saída de barco para Belém às 6h30 e 15h, e nos domingos, só às 15h. Os preços da passagem custam R$48,00 e a viagem demora 2h. Você pode comprar sua passagem online.

Já para quem pretende viajar de carro para explorar as belezas da Ilha de Marajó, a balsa para veículos sai do Terminal Hidroviário em Icoaraci, distrito de Belém, distante cerca de 20 km do centro da capital. Os preços variam de acordo com o tamanho do carro de R$ 138,90 (carro pequeno) até R$ 194,50 (carro de grande porte). Os horários de saída das balsas e valores podem ser consultados pelo site da Henvil.

A partir do porto de Camará, para aqueles que optarem por ir sem carro, basta se locomover de ônibus, van, ou táxi para chegar até o centro de Salvaterra (25km) ou Soure (31km). Se chegar em Soure, pode usar um táxi ou mototáxi para se locomover entre os pontos de interesse na cidade.

Impossível falar do Marajó e não dar destaques para as praias que fazem desse um dos destinos mais procurados pelos turistas. A publicitária Luciana Barros disse que vale a pena tirar até sete dias para viver essa experiência no Marajó. “Eu sempre frequentei Salinas, todos os anos e no ano passado eu tive a oportunidade de conhecer o Marajó e, com certeza, mudou a concepção sobre o que é estar em contato com a natureza. A experiência de estar próximo da natureza faz com que a correria do dia-a-dia seja esquecida”, conta.

O G1 destacou seis praias para visitar no Marajó e se apaixonar
Praia Grande - Localizada em Salvaterra, a praia grande é uma das mais frequentadas por turistas. É recomendada para famílias com crianças em razão da grande extensão de areia e ausência de ondas. É tranquila tanto para banho quanto para uma caminhada.

Praia do Jubim - Localizada entre Salvaterra e Joanes, a praia de água doce é uma opção para quem quer passear após a maré baixa. A maré recua mais ou menos às 10h da manhã e começa a retornar a partir das 19h. O local é muito bonito e tem opções de restaurantes também.

Praia de água boa - Uma praia tranquila, com muitos redários e restaurantes para apreciar uma porção de camarão ou um bom filé a marajoara. É uma das praias mais queridas para banho e para curtir com a família e os amigos.

Praia de Joanes - A praia é a única na Vila de Joanes, que ainda conta com ruínas jesuítas da época da colonização do Brasil. Extensa e agradável, a praia também tem restaurantes, bares e redários para aproveitar da melhor forma possível sua experiência em Marajó.

Praia da Barra Velha - É no fim da tarde e, na entrada da praia de Barra Velha em Soure, que é possível assistir a revoada dos Guarás. A praia é tranquila e extensa e está cercada por um manguezal. No caminho para chegar até a areia é possível avistar um monte de caranguejos pelo mangue

Praia do Pesqueiro - A praia mais badalada de Soure, a do Pesqueiro é o local aonde é possível apreciar a gastronomia do Marajó, aproveitar para tirar fotos com búfalos por cerca de R$5 e comprar até artesanato local. E claro, o banho é uma delícia.

Uma dica da jornalista Larissa Noguchi para quem quer conhecer um lado pouco desbravado em Soure é seguir para as comunidades Céu e Caju-Una. Para chegar ao local basta ir de carro pela estrada do aeroporto por 10 km e pronto você encontra o destino. O local é rodeado por praias lindas e inabitáveis. Os passeios de canoa custam R$60,00 e inclui uma trilha. “Quem quiser pode ir com um guia, fazer um passeio de canoa e ver os guarás. Outra dica minha é visitar o Instituto Caruanas do Marajó”, diz Larissa.

Praia do Céu – Fica a 7 km da praia do pesqueiro. Localizada em uma pequena vila de pescadores em Soure. Com 198 habitantes, o povoado passou a receber visitantes depois que o caminho de uma moradora cruzou com o de uma excursão de fotógrafos. Por causa da influência do Atlântico, tem ondas, mas a água, na maior parte do ano, é doce.

Praia do Caju-una – Considerada uma das praias mais paradisíacas da região. Rodeada de coqueiros, a praia também fica na comunidade do céu e é uma continuação da praia do céu.

Onde ficar e o que comer?
A maior parte dos hotéis e das atrações do Marajó está em Soure. É lá que ficam as Fazendas São Jerônimo, Bom Jesus e Araruna, três dos passeios mais procurados da ilha. Soure também conta com praias lindas, como a da Barra Velha e a do Pesqueiro. As opções de achar restaurantes e alguns bares por lá é muito fácil.

A Pousada Aruanã, fica bem no centro da cidade, em frente à Prefeitura e ao redor de alguns restaurantes, como o Patú-Anu, o prato mais recomendado é o filé marajoara, coberto com queijo de búfala. A Pousada Aruanã tem piscina, área de churrasqueira, recepção 24 horas, café da manhã e internet wi-fi. A diária sai por R$180,00.

Restaurante Calhau é uma das opções que cabem dentro do bolso. Noguchi Restaurante Calhau é uma das opções que cabem dentro do bolso. 
Restaurante Calhau é uma das opções que cabem dentro do bolso. 

Outra opção que também é bem avaliada por quem se hospedou lá é a Pousada O Canto do Francês. Não é uma pousada tão central, mas nada que um pouco de caminhada ou corridas curtas de táxi não resolvam. As diárias custam R$ 210,00. Perto da pousada fica o restaurante Solar do Bola, considerado o melhor da cidade. Por fim, outra alternativa é o Hotel Marajó. As diárias custam R$265,00 na alta temporada de julho.

Agora que procura por comida de boa qualidade e barata fica a opção para conhecer o restaurante Calhau. O anfitrião é o jornalista Rafael Sobral, um boteco charmoso em um prédio antigo do centro de Soure. As variedades de comida vão desde as tapioquinhas que custam em média R$4,00, os tira gostos custando entre R$18,00 e R$22,00, até o prato principal que é o filé de búfalo com queijo do Marajó que custa R$ 30,00.

Os búfalos são um dos grandes símbolos da Ilha de Marajó. Esses animais, que chegam a pesar meia tonelada estão em toda a parte, e servem até mesmo como ‘viatura’ para a polícia de Soure.

Uma das principais atrações da Ilha de Marajó é o passeio na Fazenda São Jerônimo, que inclui trilha e passeio de canoa pelo Igarapé do Tucumanduba, até a Praia do Goiabal. A volta até a fazenda é feita em cima do búfalo, um dos símbolos da Ilha de Marajó. O passeio custa R$ 150 por pessoa.

Para quem tem mais de 18 anos, outra opção é nadar com ou sobre um búfalo, de uma margem à outra de um trecho largo do Igarapé, com gente da Fazenda dentro da água. Duas horas e meia custa R$ 200,00 por pessoa. É necessário agendar com 24 horas de antecedência.

Idealizado pelo padre jesuíta Giovanni Gallo, o Museu do Marajó, localizado no município de Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó. É um centro de memória do povo marajoara. Peças de cerâmicas arqueológicas que datam de 400 a 1300 AD. O Museu foi planejado como “um lugar que viesse valorizar o homem marajoara, suas ideias, costumes, valores e pensamento,

O que impressiona quem visita o local é a coleção de cacos e cerâmicas, principalmente porque sempre vê e ouve sobre a estética dos povos andinos, mas nunca sobre o povo marajoara. Com uma linguagem provocativa, o museu dá voz e lugar à diversidade através da arqueologia, fauna e flora locais, história, geografia, lendas, saberes locais, atividades econômicas, diversidade cultural, enfim, a toda abrangência e riqueza do arquipélago.

Para chegar até o local são 52 km de estrada de Soure para Cachoeira do Arari, um total de 4 horas de viagem. Dependendo do meio de transporte, de taxi pode ser cobrado um valor de R$ 300,00 reais no percurso de ida e volta.

Por Andréa França, G1 PA — Belém

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