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terça-feira, 14 de maio de 2019

Jader comemora recurso para Marujada

A instrução do processo de reconhecimento da Marujada de São Benedito de Bragança como Patrimônio Cultural do Brasil, já tem recursos assegurados. O governo federal finalmente liberou o pagamento integral da emenda individual destinada em 2018 pelo senador Jader Barbalho (MDB), para que fosse feito todo o processo de registro desta, que é uma das maiores manifestações artística e cultural do povo paraense. O pagamento foi feito no último dia 7 para o Departamento de História da Universidade Federal do Pará, campus de Bragança, para a elaboração do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), para consagrar o título à Marujada. 

Os estudos estão sendo feitos, por meio de parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, e a Universidade Federal do Pará (UFPA).

“Há alguns anos, a Irmandade de São Benedito da Marujada de Bragança entrou com um pedido junto ao Iphan solicitando o reconhecimento e registro da manifestação como Patrimônio Cultural do Brasil, uma vez que já há esse reconhecimento em âmbito municipal e estadual”, explica o superintendente do Iphan no Pará, Cyro Holando de Almeida Lins.

O problema é que não havia recurso para fazer o inventário, que requer enorme trabalho de coleta de documentos, fotos, registros e depoimentos. “Para que haja tal reconhecimento, o primeiro passo é que a gente faça um inventário de referências culturais da marujada. E para isso faltava recurso. Com a emenda no valor de R$ 200 mil, destinada pelo senador Jader Barbalho, foi possível dar início aos estudos”, comemorou o superintendente.

“Ao longo de todos esses anos a Marujada de São Benedito é preservada pela própria população. Marujos e marujas repassam essa tradição às novas gerações. Por sua importância e pelo amor dos bragantinos por essa importante manifestação artística e cultural, me sinto honrado por poder participar de forma efetiva da realização deste antigo anseio da população”, enfatizou o senador ao dar a notícia sobre o final de toda a etapa de indicação da emenda, que é o momento do dinheiro estar disponível para a faculdade de História, da UFPA.

“Esse é um antigo sonho de todos nós que fazemos a marujada de Bragança e queremos ver esse sonho realizado”, completou o presidente da irmandade, João Batista Pinheiro.

A Marujada reúne uma multidão em homenagem ao padroeiro da cidade de Bragança. É constituída principalmente por mulheres, cabendo a elas a direção e a organização. Dirigida pela “Capitã”, a Marujada promove uma dança nas ruas e nas casas da cidade, reverenciando pessoas da comunidade local. As mulheres dançam em duas filas, indo à frente a capitã, que carrega um enfeitado bastão de madeira. Os homens, músicos e acompanhantes, também são dirigidos por um capitão. Utiliza pandeiros, rabeca, viola, cavaquinho, cuíca, violões e tambores.

Teve início em 1798, quando escravos tiveram a autorização de seus senhores para louvar ao Santo Preto: São Benedito. Em agradecimento, saíram de porta em porta comemorando pela cidade em homenagem ao santo, no mês de dezembro. Geralmente usam blusa branca, faixa de fita vermelha e uma rosa de tecido, saia rodada comprida vermelha, azul ou branca e chapéu enfeitado com fitas e plumas.

Com forte história cultural e religiosa, Bragança mantém viva a tradição de São Benedito, santo de origem etíope cuja igreja foi inaugurada por volta de 1750.

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