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quarta-feira, 6 de março de 2019

O Brasil começa a mostrar que tem jeito. Será?


Estamos vendo um início interessante de governo neste ano. As eleições trouxeram à vontade da maioria, como deve ser. Há muitos, porém, que não aceitam e tentam jogar na contramão do que o governo está praticando…. Mas este é um tema para um outro momento. 

Quero me dirigir, no setor de Turismo, ao setor privado e fazer uma pequena análise do que ocorreu e o que se vê neste momento. Vamos lá:

Há 4 governos federais atrás foi criado o Ministério do Turismo. Sua finalidade seria o de alavancar o Turismo de uma forma profissional, melhorando, capacitando, qualificando de forma melhorada o que “já existia”. A criação do Ministério do Turismo foi aplaudida pelo setor, eu inclusive. Nessa estrutura, além do Ministério que cuidaria do Turismo Interno (através do que mencionei acima), estaria a EMBRATUR definida com um papel de Agencia de Promoção do Turismo Brasileiro no Exterior. Como de costume, usaram de políticos SEM experiência no setor para chefiar o Ministério, mas estes nomearam profissionais da área para a EMBRATUR. Esta iniciou um trabalho de promoção com alguns representantes em países considerados estratégicos como EUA, Itália, Espanha, Alemanha, etc., que se saíram bem, no meu entender. Também havia a participação (ainda há) em feiras internacionais de Turismo através de estandes compartilhados com operadores, hotéis e órgãos estatais de turismo. Tive o prazer de participar de muitas dessas feiras onde minha relação com alguns componentes da EMBRATUR se estreitou e pelos quais tenho muito respeito, amizade e continuo admirando.

Quando participei, representava uma operadora de São Paulo onde fui chamado para desenvolver – com sucesso – um programa de Receptivo Internacional. Saímos do zero e, mesmo com a desconfiança das tradicionaisoperadoras do Rio de Janeiro, aos pouco fomos galgando e estabelecendo nosso lugar nesse cenário. Seis meses depois de eu ter saído dela, infelizmente o departamento foi fechado (por falta de competência gestora). Na verdade, uma competição saudável pois, em muitos casos eu as usava para os serviços no Rio de Janeiro e com pessoal com quem ainda – mesmo fora do Turismo diretamente – mantenho ótimas relações.

A surpresa vem desse tempo e de uma constatação atualizada: apesar de haver um direcionamento ao monopólio do turismo brasileiro por parte de algumas operadoras grandes, mantendo (ou não) o nome daquelas que foram incorporadas (entenda-se compradas), é notório que essas operadoras, e aquelas que estão em outras partes do nosso território ainda se mantém somente com o mercado nacional e o Emissivo Internacional. 

E É POR ISSO QUE AINDA CONTINUAMOS A CELEBRAR NÚMEROS EM TORNO DE 6 MILHÕES DE TURISTAS INTERNACIONAIS VISITANDO O BRASIL….que, diga-se de passagem, É RIDÍCULO para as dimensões continentais e oferta de destinos que temos.

E a indústria reclama….os hotéis, receptivos locais, etc. Somente quando aparece um feriado maior como as festas de Carnaval, Fim de Ano, Corpus Christi, Finados, etc., é que vemos alguma melhora significativa.

Há trabalho a ser feito, sim! O Governo Federal, através do Ministério do Turismo, tem que melhorar as condições de trabalho, segurança e capacitação (qualificação) da mão de obra que trabalha no Turismo. Este mesmo governo, através do MTUR, encontra R$62 milhões para a região de Brumadinho devido à catástrofe conhecida, mas não vê que todo o país necessita de ajuda.
O Setor Privado: investir no Receptivo Internacional. Isso traz divisas internacionais, aumenta o emprego direto e indireto, contratar (e remunerar bem!) profissionais experientes e participar de eventos de promoção nas feiras internacionais. É verdade que isto requer investimentos com retorno previsto para 2-3 anos. Esse é o grande problema brasileiro. O imediatismo na cabeça desses dirigentes não entende dessa maneira. Precisamos de fôlego novo, de novidades. Temos um país magnífico, que pode oferecer muita coisa como destino e serviços.
Mas falta coragem às operadoras! E, assim continuarão, se não houver mudanças, a vender seus “enlatados de prateleira” aos turistas brasileiros e o país continuará recebendo seus 6-7 milhões de turistas estrangeiros.
Por:
Andre Beraha




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