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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Alguns postos já estão fechados no Pará

Alguns postos já estão fechados no Pará (Foto: Dione Freires/TV Liberal)

Sindicato confirma postos sem combustível para venda em Belém e região metropolitana.
Motivo para desabastecimento é o bloqueio no acesso ao Porto de Miramar. Em Marabá, 15 postos dos 50 da cidade já não tem mais gasolina, etanol e nem diesel.
A paralisação dos caminhoneiros segue agravando o abastecimento de combustível em todo o Pará. Em Belém, durante a manhã desta sexta-feira (25), muitos postos de combustíveis procurados pelo G1 registravam estoque baixo e alguns, inclusive, já não tinham mais gasolina, etanol e diesel para comercialização. O Sindicombustíveis foi procurado pela reportagem e confirmou os primeiros registros de postos zerados.

O sindicato, no entanto, não sabe precisar quantos postos, do total de 280 que são associados em Belém e área metropolitana, estão zerados. A tendência, segundo a assessoria de imprensa do Sindicombustíveis, é que o estoque termine na maioria dos postos caso permaneça o bloqueio do acesso ao porto de Miramar, localizado na Arthur Bernardes. O preço do litro, de acordo com Dieese, ainda seguia a média, variando até R$ 4,5.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros da capital confirmou que parte das empresas não terá como colocar a frota na rua a partir de segunda-feira (28). A problemática dos coletivos também está ligada ao fechamento do porto, já que todo o abastecimento é proveniente do desembarque de navios.

Em Marabá, no sudeste do Pará, dos 50 postos da cidade, até o final da manhã pelo menos 15 estavam fechados, sem nada no estoque, e sem previsão de reabastecimento por conta dos dois bloqueios existentes na região, sendo um na BR-155 e outro na Transamazônica. Os demais, visitados pela equipe da TV Liberal, estavam com filas de carros e motos.

Em Paragominas, até o último levantamento feito pelo G1, não tem mais gasolina em nenhum posto e o diesel deve esgotar até o final do dia de hoje. A frota de ônibus circular está sendo reduzida pela metade e a produção de soja permanece comprometida se não haver o recolhimento e armazenamento do produto. Parauapebas, Tailândia, Abaetetuba também apresentavam bombas zeradas em muitos postos.
Em Moju, no nordeste do Pará, apenas um posto tinha gasolina até o começo da tarde desta sexta-feira (25). Uma longa fila de carros e motos se formou no local.

Em Moju, apenas um posto tinha gasolina até o começo da tarde desta sexta-feira (25). (Foto: Junior Brás / Arquivo Pessoal) Em Moju, apenas um posto tinha gasolina até o começo da tarde desta sexta-feira (25). (Foto: Junior Brás / Arquivo Pessoal)
Em Moju, apenas um posto tinha gasolina até o começo da tarde desta sexta-feira (25). (Foto: Junior Brás / Arquivo Pessoal)
Já em Capanema, o G1 tem informações de que o desabastecimento deve atingir todos os postos até o final do dia.

No Porto de Vila do Conde, em Barcarena, nordeste do estado, o terminal de contêineres já está afetado, tanto o abastecimento das máquinas, como carretas e empilhadeiras, quanto o congestionamento do pátio causado pela impossibilidade de expedição dos contêineres. A Alunorte, Albrás, Alubar também estão sendo fortemente afetadas pela falta de fornecimento regular de combustível para os veículos.

Em Tucuruí, o combustível acabou no final da noite de quinta. As aulas do Instituto Federal do Pará (IFPA) foram canceladas porque a única empresa de transporte coletivo da cidade suspendeu a circulação de algumas linhas. No aeroporto de Carajás, nada de querosene para aviação, pois a transportadora ainda não conseguiu sair do bloqueio em Goianésia do Pará.


Por G1 PA, Belém 
(Foto: Dione Freires/TV Liberal) 

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