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Pará apresenta ferramentas de gestão e transparência ambiental na COP24

  O Estado do Pará, representado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), apresenta ferramentas de gestão e transparência ambiental na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2018 (COP24), em Katowice, Polônia, com participação de 195 países. No evento estão sendo expostos estudos que apontam os riscos do aquecimento global para o meio ambiente, para a saúde humana e ao desenvolvimento da economia, principalmente em regiões e populações mais pobres. O Estado foi convidado pelo Observatório do Código Florestal, sem qualquer custo ao governo paraense. A conferência, iniciada no dia 2 de dezembro, continua até sexta-feira (14).

Durante o evento, o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Thales Belo, fez um comparativo com a gestão necessária à governança territorial do estado paraense, em sua dimensão quatro vezes maior do que a região polonesa. O maior destaque foi para o avanço na transparência por meio da plataforma do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que completou dez anos de atuação no Pará, e para o Centro Integrado de Monitoramento Ambiental (Cimam), no fornecimento de imagens de satélite de alta resolução para o combate ao desmatamento ilegal.

O projeto de Olho na Floresta também foi ressaltado pelos alertas do desmatamento e qualificação dos dados oficiais publicados no Estado. “É importante integração com a sociedade na busca pelo pertencimento social gerado em decorrência dos avanços alcançados, e o uso da inteligência tecnológica é outro avanço na gestão ambiental”, avalia o secretário.

Outro ponto focal da discussão na COP24 é a segurança oferecida pelo Estado do Pará aos empreendedores, pela utilização de instrumentos que asseguram legalidade às atividades produtivas e à cadeia de custódia de produtos.

Estiveram presentes várias instituições brasileiras, representadas pelo ministro de Meio Ambiente, Edson Duarte; pela presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Suely Mara Araújo e representantes do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), além de autoridades locais e do Estado de Mato Grosso (MT), Amapá e Rondônia, entre outros.

Os cientistas alertam, na COP24, que as metas de limitar o aumento da temperatura global em até 2º Celsius (ºC) ou o esforço de 1,5 ºC, como prevê o Acordo de Paris, só serão alcançadas se os países adotarem de forma urgente medidas que reduzam de forma significativa as emissões de gases de efeito estufa.

Texto: 
Nilson Cortinhas

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