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Amanaié, Assuriní do Pracará e Tembé visitam o Parque Estadual do Utinga


 Uma comitiva de indígenas das etnias Amanaié, Assuriní do Pracará e Tembé visitou o Parque Estadual do Utinga nesta sexta-feira, 14, dentro de uma agenda de intercâmbio entre jovens indígenas. A ação foi feita em parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio), por meio da Gerência de Sociobiodiversidade (Gsbio) e o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) no Pará, vinculado ao Ministério da Saúde.
Durante o encontro, os indígenas puderam conhecer um pouco do funcionamento do órgão na proteção do meio ambiente e o papel das Terras Indígenas para a manutenção da biodiversidade brasileira. Segundo dados da Fundação Nacional do Índio, cerca de um quarto do território paraense é composto por Terras Indígenas instituídas legalmente pelos governos federais.

“Existem estudos que apontam que essas terras indígenas são essenciais para conservação das espécies animais e vegetais do Brasil. No Pará, elas ainda são espaços preservados em que os povos desenvolvem formas sustentáveis de uso do ambiente. São lugares essenciais para o combate ao desmatamento e é preciso que todos, inclusive os próprios indígenas, saibam disso e conheçam, por exemplo, as legislações e órgãos públicos que podem contribuir com eles na preservação de nossas riquezas”, afirma Cláudia Kahwage, gerente de Sociobiodiversidade do Ideflor-bio.
Após a conversa com técnicos do Ideflor-bio, os indígenas participaram de um passeio guiado pelo Parque Estadual do Utinga, onde conheceram as instalações do Parque e fizeram o percurso da trilha do Patauá, uma das nove trilhas ofertadas pelo Utinga aos seus visitantes.

Segundo Diego Tembé, cacique da aldeia Bate Vento, da Terra Indígena Alto Rio Guamá, no nordeste paraense, o intercâmbio é uma forma de criar parcerias entre os indígenas e o poder público. “Há mais de 50 anos nós lutamos para demarcar e proteger a nossa reserva e é muito positivo poder somar esforços e contar com apoio de órgãos públicos na nossa causa”, conta.

De acordo com a lei de criação do Ideflor-bio (Lei estadual nº 6.963, de 16 de abril de 2007), umas das funções básicas do órgão é apoiar a implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI). Esse apoio é feito por meio da Gsbio, que realiza diversas atividades junto aos povos indígenas do Pará, como capacitações em manejo sustentável, apoio técnico para a criação de associações comunitárias, auxílio na produção de projetos de recuperação florestal, entre outros.

Texto: 
Dilermando Gadelha
Fonte: Governo do Estado do Pará 

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