Últimas Notícias

'Um baile de Máscaras' estreia neste sábado, no Festival de Ópera do Theatro da Paz


'Um baile de Máscaras' estreia neste sábado, no Festival de Ópera do Theatro da Paz
Soprano Adriane Queiroz e o tenor Fernando Portari protagonizam a trama.
No sábado (8), estreia no XVII Festival de Ópera do Theatro da Paz o espetáculo “Um Baile de Máscaras”, de Verdi, com a soprano Adriane Queiroz e o tenor Fernando Portari, que protagonizam, junto a um grande elenco, uma história de amizade, amor e traição.

A paraense interpreta Amélia, que guarda uma paixão pelo Conde Riccardo, o governador de Boston, interpretado por Portari. Rodolfo Giugliani (barítono) é Renato, conselheiro e melhor amigo do conde. Denise de Freitas (soprano) interpreta Ulrica, uma espécie de vidente, e Kezia Andrade, que também é paraense, interpreta um papel masculino, o Pajem Oscar.

“Estou trabalhando nesta ópera com grandes solistas. Fernando Portari, por exemplo, tem 30 anos de carreira ininterrupta. É o único cantor brasileiro com uma trajetória assim, já cantou no Teatro Scala, na Itália, mas também em outros países, como Alemanha, Rússia, Finlândia, Japão, entre outros. É um dos cantores de ópera mais preparados do país. Adriane Queiroz é um orgulho do Pará e do país, tem uma carreira consolidada na Europa, onde é fixa no ensemble solista da Opera de Berlim, Staatsoper, sob a batuta de Daniel Barenboim”, diz Mauro Wrona, diretor cênico de “Um Baile de Máscaras”.

Na trama, Amélia e Riccardo se reencontram. Tinham sido apaixonados no passado. Mas ela é esposa de Renato, seu melhor amigo, atuante no seu governo em Boston. O Conde e Amélia marcam um encontro, falam desse amor, mas não parecem querer levar adiante, quando Renato chega e vê seu amigo conversando com uma mulher, cujo véu esconde o rosto. Renato não reconhece Amélia de imediato, até que cai o véu e seu rosto ser revelado.

Renato a partir daí deseja se vingar de Riccardo e se reúne, em sua casa, com dois inimigos do conde, interpretados pelos paraenses Andrey Mira (baixo) e Idaías Souto (barítono) para planejar o assassinato. Amélia chega e os flagra na trama. Em seguida entra Oscar com o convite de Riccardo para Um Baile de Máscaras, que viria a ser, na verdade, o palco de uma tragédia.

“Um Baile de Máscaras” faz parte do segundo período Verdiano, estreando no Teatro Apollo, em Roma, no dia 17 de fevereiro de 1859. É também uma das óperas mais conhecidas em todo o mundo, que agora é montada, pela primeira vez, na Amazônia. Longa, com duas horas e vinte minutos de duração e três atos, a ópera conta com dois intervalos de 15 minutos. A história contada nesta ópera baseia-se no assassinato do Rei Gustavo III da Suécia, mas durante sua composição Verdi foi censurado e obrigado a fazer mudanças, pois na época não se permitiu que fosse encenado o assassinato de um rei no palco. A trama então foi transferida para Boston e o Rei passa a se chamar Riccardo.

O figurino, clássico, é assinado por Hélio Alvarez, com assistência de Simone Alvarez, e a iluminação, de Rubens Almeida, com assistência de Jorge Pantaleão Agostinho Anderson. A coreografia, de Ana Unger, conta com 12 bailarinos do corpo de baile. O visagismo tem assinatura de André Ramos e o cenário é de Duda Arruk.

Serviço

XVII Festival de Ópera do Theatro da Paz. Um Baile de Máscaras – G. VERDI. Dias 8, 10 e 12 de setembro – 20h - Duração: 02h20 – Três atos – Dois intervalos (20 min.) - Classificação etária: 12 anos. Ingressos: Plateia, Varanda, Frisa e Cam. 1ª: R$ 80 - Camarote de 2ª: R$ 40 - Galeria: R$ 20 - Paraiso: R$ 10,00. Mais informações: 91 4009.8758.


Por G1 PA, Belém

Nenhum comentário