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Mostra de filmes do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é atração no Cine Olympia

Mostra de filmes do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é atração de setembro no Cine Olympia
Pela primeira vez, uma mostra de filmes finalistas do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, que é organizado e promovido pela Academia Brasileira de Cinema, será realizada em Belém. De 4 a 16 de setembro, o Cinema Olympia recebe essa programação, que está sendo exibida, simultaneamente, em outras dez cidades brasileiras. A entrada é gratuita.  

Além dessa mostra, o Olympia ainda vai exibir, neste mês de setembro, o documentário “Martírio”; o filme mudo “O Médico e o Monstro”, no projeto Cinema e Música; e encerra o mês, com uma mostra de filmes “noir”, com títulos que ainda serão definidos.

Prêmio - Esta é a décima sétima edição do Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, com patrocínio máster da TV Globo e patrocínio do Canal Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. O evento será realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 18 de setembro e vai premiar os profissionais e filmes lançados comercialmente no ano de 2017. A atriz Fernanda Montenegro será a homenageada da festa, em 2018.

O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro tem a categoria “voto popular”, que pode ser acessada por meio de um link, no site da Academia Brasileira de Cinema. As categorias são Melhor Longa Metragem de Ficção; Melhor Longa Metragem Documentário e Melhor Longa Metragem Estrangeiro. O endereço é www.academiabrasileiradecinema.com.br

Programação - Os filmes serão exibidos de acordo com os horários da programação usual do Cine Olympia. No dia 4 de setembro (terça-feira), às 18h30, exibição de “Um Filme de Cinema”, de Walter Carvalho; no dia 5 (quarta-feira), às 16h30, “Cora Coralina - Todas as Vidas”, de Renato Barbieri, e às 18h30, “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastian Lelio; no dia 6 (quinta-feira), às 16h30, “A Glória e a Graça”, de Flávio Ramos Tambellini, às 18h30, “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky; dia 7 (sexta-feira), às 16h30, “Divinas Divas”, de Leandra Leal; no dia 8 (sábado), às 16h30, “La La Land - Cantando Estações”, de Damien Chazelle; no dia 9 (domingo), às 16h30, “Gabriel e a Montanha”, de Fellipe Barbosa.

Às segundas-feiras, o Cine Olympia fica fechado. A programação retorna na terça-feira, 11, às 18h30, com o documentário “Pitanga”, de Beto Brant e Camila Pitanga. Na quarta-feira, 12, às 18h30, o filme é “Bingo - O Rei das Manhãs”, de Daniel Rezende; na quinta-feira, 13, às 18h30, “Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach; na sexta-feira, 14, às 16h30, “Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé, e às 18h30, “Dunkirk”, de Christopher Nolan; no sábado, 15, às 16h30, “No Intenso Agora”, de João Moreira Salles; e no domingo, 16, encerrando a mostra, às 16h30, “Blade Runner 2049”, de Denis Villeneuve.

Sinopses - “Um Filme de Cinema” mostra que as ruínas do Cine Continental, abandonado em pleno sertão da Paraíba, servem como ponto de partida para um filme sobre o cinema, com depoimentos do escritor Ariano Suassuna e dos realizadores Hector Babenco, Júlio Bressane, Andrew Wajda, Vilmos Zsigmond, Ruy Guerra, Ken Loach, Béla Tarr, Gus Van Sant, Jia Zhangke, entre outros, respondendo a perguntas como: por que você faz cinema, e para que serve o cinema?

“Cora Coralina - Todas as Vidas” é um documentário que mostra a história da escritora e poeta brasileira Cora Coralina. “Uma Mulher Fantástica” ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 2018. Essa produção chilena mostra Marina, uma mulher trans que precisa enfrentar o preconceito da família do ex-companheiro.

“A Glória e a Graça” apresenta a vida de Glória (Carolina Ferraz), um travesti bem sucedida e feliz com suas conquistas, mas que vive distante de Graça (Sandra Corveloni), sua irmã. Quando Graça descobre uma doença terminal, ela tenta se aproximar da irmã e persuadi-la a assumir os sobrinhos.

“Como Nossos Pais” mostra Rosa (Maria Ribeiro), uma mulher que se encontra em uma fase peculiar de sua vida. Ela precisa desenvolver sua habilidade como mãe de suas filhas, manter seus sonhos, seus objetivos profissionais e enfrentar as dificuldades do casamento, e continua sendo filha de sua mãe, Clarice (Clarisse Abujamra), com quem tem uma relação conflituosa.

Divas - O documentário “Divinas Divas” aborda a primeira geração de artistas travestis do Brasil. Rogéria, Valéria, Jane Di Castro, Camille K, Fujica de Holliday, Eloína, Marquesa e Brigitte de Búzios formaram, na década de 1970, o grupo que testemunhou o auge de uma Cinelândia repleta de cinemas e teatros. O filme acompanha o reencontro das artistas para a montagem de um espetáculo.

“La La Land - Cantando Estações” deu o Oscar de Melhor Diretor a Damien Chazelle e de Melhor Atriz para Emma Stone. O pianista Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz Mia (Stone), e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva Los Angeles, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo, enquanto perseguem fama e sucesso.

“Gabriel e a Montanha” traz Gabriel (João Pedro Zappa), um jovem aventureiro cheio de planos. Antes de se preparar para a vida acadêmica na Universidade da Califórnia, ele decide ir para a África. Durante a viagem, Gabriel decide subir o monte Mulanje, um dos mais altos do Malawi.

“Pitanga” é um documentário que investiga o percurso estético, político e existencial do ator Antônio Pitanga que, dirigido por grandes cineastas como Glauber Rocha, Cacá Diegues e Walter Lima Jr., protagonizou os momentos de maior inquietação artística do cinema brasileiro.

“Bingo - O Rei das Manhãs” mostra Augusto (Vladimir Britcha), um artista que sempre sonhou com seu lugar sob os holofotes, finalmente tem sua grande chance ao se tornar Bingo, um palhaço apresentador de um programa infantil de televisão que é sucesso absoluto. Uma cláusula no contrato não permite revelar quem é o homem por trás da máscara, produzindo em Augusto a frustração de ser o homem anônimo mais famoso do Brasil.

“Eu, Daniel Blake” é um filme inglês que mostra que, após sofrer um ataque cardíaco e ser desaconselhado pelos médicos a retornar ao trabalho, Daniel Blake (Dave Johns) busca receber os benefícios concedidos pelo governo. Ele esbarra na extrema burocracia, amplificada pelo fato dele ser um analfabeto digital. Numa de suas várias idas a departamentos governamentais, ele conhece Katie (Hayley Squires), a mãe solteira de duas crianças. Após defendê-la, Daniel se aproxima de Katie e passa a ajudá-la.

Hotel - “Era o Hotel Cambridge” traz a história de refugiados recém-chegados ao Brasil, que dividem com um grupo apartamentos em um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Os novos moradores do prédio têm que lidar com seus dramas pessoais e aprender a conviver com pessoas que, apesar de diferentes, enfrentam juntos a vida nas ruas.

“Dunkirk” mostra um drama durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha avançou rumo à França e cercou as tropas aliadas nas praias de Dunkirk. Sob cobertura aérea e terrestre das forças britânicas e francesas, as tropas são lentamente evacuadas da praia.  

O documentário “No Intenso Agora” foi feito a partir da descoberta de filmes caseiros rodados na China em 1966, durante a fase inicial da Revolução Cultural. O filme investiga a natureza de registros audiovisuais gravados em momentos de grande intensidade. Às cenas da China somam-se imagens dos eventos de 1968, na França, na Tchecoslováquia e, em menor quantidade, no Brasil.

“Blade Runner 2049” deu o primeiro Oscar de Melhor Fotografia a Roger Deakins, depois de 14 indicações a esse prêmio. O filme retoma a história de “Blade Runner”, dirigido por Ridley Scott, 30 anos depois. No ano de 2049, após os problemas enfrentados com os Nexus 8, uma nova espécie de replicantes é desenvolvida, de forma que seja mais obediente aos humanos. Um deles é K (Ryan Gosling), um blade runner que caça replicantes foragidos para a polícia de Los Angeles.

Índios - A programação do Cine Olympia continua com o “Martírio”, de Vincent Carelli e Ernesto de Carvalho, que estreia no dia 18 (terça-feira) e segue em cartaz até quarta-feira, 16, exceto nos dias 24 e 25, em horário especial às 18 horas.

O filme mostra uma análise sobre a violência sofrida pelo grupo Guarani Kaiowá, uma das maiores populações indígenas do Brasil, nos dias de hoje, e que habita as terras do centro-oeste brasileiro, e vive constantemente em conflito com as forças de repressão e opressão organizadas pelos latifundiários, pecuaristas e fazendeiros locais, que desejam exterminar os índios e tomar as terras para si.

Mudo - O projeto Cinema e Música, que traz filmes mudos, com acompanhamento musical, ao vivo, do pianista Paulo José Campos de Melo, exibe na terça-feira, 25, às 18h30, o filme “O Médico e o Monstro”, de 1920, dirigido por John S. Robertson.

A trama mostra um cientista testa fórmula em si mesmo, com o intuito de provar que os instintos benévolos e malévolos de uma mesma pessoa podem ser retidos em corpos diferentes. Entretanto, com o passar do tempo, a sua maldade, sob o nome de Mr. Hyde, passa a dominá-lo por completo e fazer mal contra todos os que estão ao seu redor.  

Noir - A Mostra de Filmes Noir, um gênero de cinema de une tramas policiais, ou “de gângster”, começa no dia 26 de setembro, seguindo até 3 de outubro, com programação que ainda será definida.

Serviço:

Programação do mês de setembro no Cine Olympia exibe filmes da competição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro; “Martírio”; o projeto Cinema e Música e Mostra de Filmes Noir. De terça a sexta-feira, às 18h30, sábados, domingos e feriados, às 16h30. Entrada gratuita.

Por Dedé Mesquita
Fonte:Agência Belém

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